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CIRVER COMEÇAM A SER CONSTRUÍDOS PARA A SEMANASegundo o matutino Público, os Centros Integrados de Valorização e Eliminação de Resíduos (CIRVER) começarão a ser construídos na próxima semana, no concelho da Chamusca. Até agora, ainda faltava o alvará de construção, peça processual já concedido pela Agência Portuguesa do Ambiente.Serão necessários oito meses para os trabalhos de construção e mais 3 ou quatro meses para a instalação e testes aos equipamentos.Uma vez em funcionamento pleno, os CIRVER tratarão 85 a 90% das cerca de 250 toneladas de resíduos perigosos, produzidos no país. Mantém-se em aberto o destino a dar à parte restante dos lixos, com o governo a insistir obstinadamente na contestada co-incineração.O funcionamento dos CIRVER, articulado com o Eco Parque do Relvão (também na Chamusca) exigirão o prolongamento do IC3, do Entroncamento até à Chamusca, obra que, segundo revelou um responsável da CCDR, chegou a estar fora dos planos do actual governo. É que a velhinha ponte metálica entre a Golegã e a Chamusca (na foto), apesar das obras de manutenção, não está em condições de suportar o elevado fluxo de camiões que se prevê para a zona.PONTE DA CHAMUSCA JÁ ESTÁ EM OBRASEntretanto, O Mirante anuncia que "já começaram as obras de conservação e requalificação da centenária ponte sobre o Tejo que liga os concelhos de Chamusca e Golegã", com uma duração prevista de dois anos. "Para já --adianta aquele semanário -- ainda não existem restrições ao tráfego, que mais tarde vai ser proibido a veículos com mais de 15 toneladas, mais de 3,75 metros de altura e 3,25 metros de largura. Isto quando começar a intervenção na estrutura metálica Doutor João Joaquim Isidro dos Reis."
"NÃO TOQUE NUM CABELO DOS GREVISTAS!»
No debate parlamentar desta quinta-feira, Francisco Louçã acusou o Governo de intimidar os trabalhadores que fizeram greve, e de ter definido serviços mínimos com uma comissão arbitral nada independente, composta por ex-ministros e assessores do Governo. Sobre as ameaças exercidas hoje contra os trabalhadores da Carris e do Metro que participaram na Greve Geral, Louçã avisou Sócrates: «Não toque num cabelo dos grevistas!». O coordenador do Bloco de Esquerda confrontou ainda o Governo com o aumento do desemprego, o maior da última década, denunciando a promessa não cumprida de Sócrates. Sobre a Ota, Louçã desafiou o Primeiro-Ministro para um estudo sério de todas as alternativas, que culmine numa tomada de decisão definitiva no final deste ano.
A EMEF PAROUSegundo divulgou a CGTP-IN, a EMEF do Entroncamento paralizou a 90%. No entanto, a não adesão dos maquinistas à greve garantiu a circulação dos comboios, dando uma aparência de "normalidade" ao sector ferroviário --- normalidade que, de facto, não existiu. Aliás, também segundo a CGTP-IN, na estação do Entroncamento, a triagem esteve completamente parada.ESCOLA SECUNDÁRIA E ESCOLA BÁSICA Nº1 NÃO ABRIRAM
A Escola Secundária do Entroncamento não abriu. A elevada adesão à greve, sobretudo entre os funcionários auxiliares impediu qualquer hipótese de funcionamento normal da escola. O mesmo aconteceu, segundo revela o entroncamentoonline, com a Escola Básica Nº1. Já a Escola Preparatória funcionou, apesar de algumas adesões à greve.CÂMARA "A MEIO GÁS"Segundo dados recolhidos às 17.30h pelo STAL, a adesão à greve entre os trabalhadores da Câmara do Entroncamento foi de 50%, incidindo sobretudo entre os serviços operacionais. O Tribunal terá mesmo encerrado as portas.Houve ainda grevistas em quase todos os sectores, com maior ou menor visibilidade.
GREVE GERAL TEM IMPACTO
Carvalho da Silva, secretário geral da CGTP, considerou que os trabalhadores responderam com coragem e a greve geral tem grande impacto no país, apesar das ameaças do governo e dos exagerados serviços mínimos, impostos aos trabalhadores em violação do direito à greve, nomeadamente nas empresas de transportes. Para o governo a greve teve "impacto limitado" e foi "uma greve parcial", conforme declararam, em conferência de imprensa, os secretários de Estado do Emprego e da Administração Pública. O secretário-geral da CGTP, em resposta, afirmou: "Este Governo não governa para as pessoas, governa para os números", e salientou que "o Governo e as entidades privadas sempre tentaram minorar os efeitos das greves". Leia Testemunhos da greve geral de Francisco Louçã. A greve geral paralisou inúmeras empresas, como Lisnave, Unicer, Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Cimianto.
No sector dos transportes, o Metropolitano de Lisboa e a Transtejo paralisaram por completo, porque os trabalhadores não cumpriram os serviços mínimos que as administrações lhes queriam impor. Na Carris a adesão foi baixa.
Na saúde, nos serviços de recolha de lixo e em muitos sectores da administração pública a greve foi muito significativa, apesar das ameaças de registo electrónico feitas pelo governo.
Na administração local a adesão supera os 90% em todo o país. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) a greve teve grande impacto "na grande maioria das autarquias do país, bombeiros, escolas, creches, jardins de infância e empresas municipais, apesar de se terem registado algumas tentativas de coacção e violação do direito de greve".
No sector da educação a Fenprof considerou que houve uma expressiva adesão dos docentes. Mesmo segundo os números do governo, mais de 800 escolas fecharam.
Notícia do portal "Esquerda"
CNP PROÍBE TRATAMENTO AUTÓNOMO DE DADOS PESSOAIS DOS GREVISTAS
A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) proibiu o tratamento autónomo de dados pessoais dos trabalhadores que fizerem greve, considerando esse procedimento discriminatório. "A adesão à greve por parte dos trabalhadores da Administração Pública reflecte uma opinião política", diz a CNPD, e "o tratamento autonomizado e identificado dos trabalhadores que fizeram greve consubstancia decerto um procedimento discriminatório".
A deliberação da CNPD surge na sequência de uma reclamação apresentada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) contra "a intenção do Governo de levar a cabo um tratamento de dados pessoais dos trabalhadores que aderirem à greve decretada para o próximo dia 30 de Maio de 2007 e a todas as greves que, de futuro, forem decretadas."
A CNPD considerou que, para efeitos de processamento dos necessários descontos na retribuição, os dados relativos às ausências do trabalhador por motivos de greve devem ser tratados, como até agora, de forma conjunta com os dados respeitantes a outras eventuais ausências reflectidas nos mapas de assiduidade.
Para a CNPD, qualquer tratamento autónomo de dados relativos à adesão à greve constitui uma violação dos artigos 13 e 35 da Constituição e do artigo 7 da Lei de Protecção de Dados.
Leia mais:
Site da CNPD
Deliberação nº 225 /2007
O BLOCO DE ESQUERDA APOIA O APELO DA CGTPPARA A GREVE GERALA GREVE É UMA ACÇÃO DE PROTESTO POSITIVA- O poder de compra dos trabalhadores caiu em Portugal no ano passado mais do que em cada um dos últimos 22 anos.- Os rendimentos dos 20% portugueses mais ricos são 8,2 vezes superiores aos dos 20% mais pobres. É o maior fosso da Europa.- Quase quatro milões de portugueses vivem em risco de pobreza. Portugal é o país da UE onde é mais difíicl responder à pobreza.- Os salários dos gestores das grandes empresas triplicaram nos últimos cinco anos.- Só 51% das empresas em portugal declara lucros. A evasão fiscal mantém-se.- Quase meio milhão de pessoas procura emprego mas não conseguem nada.- Os trabalhadores precários ganham menos 26% do que os efectivosNÃO TEM QUE SER ASSIM.O BLOCO PROPÕE:- Passagem a efectivos dos contratados a prazo há mais de um ano. Contratos permanentes para funções permanentes;- Redução do horário para criar mais postos de trabalho;- Revogação do código de trabalho de Bagão Félix - o que nasce torto não se endireita;- Levantamento do segredo bancário - a banca e as grandes fortunas têm de pagar os seus impostos;- Imposto solidário sobre as grandes fortunas, para financiar políticas sociais;- Reforma da Segurança Social - introduzir uma contribuição das empresas para financiar o sistema;- Fim das taxas moderadoras - a saúd eé um direito, não é um negócio.ATENÇÃO!Todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, efectivos ou não, têm o direito de fazer greve e estão abrangidos pelo pré-aviso de greve.
CP RECUA HORÁRIOS DOS COMBOIOS MELHORAM...... MAS POUCO!
A partir desta segunda-feira, é reposto o comboio matinal, com origem em Tomar, e que volta a sair às 7.41h do Entroncamento para Lisboa. O comboio com origem em Castelo Branco e destino a Lisboa volta também ao seu antigo horário de saída do Entroncamento, às 8.04h.Estas pequenas modificações, ainda que positivas, são muito insuficientes. Mantêm-se os elevados tempos de percurso dos comboios regionais, para dar passagem a alfas e intercidades, durante o seu percurso. Mantém-se também o tormento do regresso de Lisboa, ao final da tarde, com comboios lentos e a más horas.As pequenas alterações hoje ocorridas já resultam do enorme coro de protestos pelas alterações na oferta de serviço ferroviário, recentemente introduzidas pela CP. A operadora continua a privilegiar, claramente, a oferta de intercidades e alfas --- circulações que lhe dão lucro ---, em detrimento dos muitos milhares de passageiros que utilizam pendularmente os comboios regionais, para irem trabalhar. A pressão tem de manter-se, até a CP oferecer a estes passageiros comboios rápidos, a preços económicos e em horários adequados às necessidades de milhares de pessoas da região.