Mostrar mensagens com a etiqueta caminho de ferro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta caminho de ferro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, janeiro 18, 2011

ESTA SEGUNDA-FEIRA
FRANCISCO LOUÇÃ VISITOU A EMEF
Em declarações aos jornalistas o Coordenador do BE afirmou que “a privatização da CP é um negócio ruinoso para o Estado e extraordinário para os privados”. A entrega a privados das linhas da CP à volta de Lisboa e Porto ou à EMEF “é um triunfo que destrói a economia nacional porque aumenta o défice, aumenta a dívida e prejudica os utentes”.
Louçã sublinhou ainda que os utentes pagam o dobro nos combóios privados do que nos públicos e defendeu uma rede ferroviária de qualidade para todo o país.
Esta visita integra a campanha do Bloco “Privatização é o fim da linha” que se insurge contra a privatização da CP, umas das grandes privatizações a serem discutidas durante o mês e Janeiro, juntamente com a dos CTT.
Estiveram ainda presentes os Deputados José Gusmão, Heitor de Sousa e alguns responsáveis distritais, locais e o Vereador Carlos Matias.
Esta acção assume particular relevância quando para além das consequências anteriormente apresentadas o plano da CP para a EMEF prevê a redução de 468 postos de trabalho.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

FERROVIÁRIOS NA RUA,
CONTRA OS DESPEDIMENTOS
Mais de 500 ferroviários manifestaram-se esta quarta-feira, nas ruas de Lisboa, contra a ameaça de despedimentos do grupo CP. Boa parte dos trabalhadores saíu da EMEF-Entroncamento, uma das empresas mais visadas pelo plano de despedimentos.
Numa concentração logo a seguir, junto à residência oficial do primeiro-ministro, os ferroviários aprovaram um documento em que são contestadas "as medidas que visam a redução do rendimento dos trabalhadores" e se pugna "pela defesa de um serviço público ferroviário". Recusam ainda "todas as medidas avulsas, com carácter meramente economicista, de redimensionamento da rede, da redução de serviços e encerramento de estabelecimentos oficinais", bem como "a entrega aos privados de sectores de actividades da Refer".
Estas acções de luta, além da elevada combatividade revelaram um dado novo na acção sindical, nos ferroviários. Pela primeira vez, encontraram-se na rua, numa acção comum, sindicatos afectos à CGTP, independentes e da UGT.
Em apoio à luta dos ferroviários, junto à residência oficial do primeiro-ministro, estiveram o líder do Bloco, Francisco Louçã, o também deputado do Bloco de Esquerda, Heitor de Sousa, e Carlos Matias, vereador eleito pelo BE à Câmara Municipal do Entroncamento.
(Foto de Paulete Matos)

terça-feira, dezembro 28, 2010

CÂMARA DO ENTRONCAMENTO CONTRA DESPEDIMENTOS NA FERROVIA
Perante notícias de que o grupo CP se prepara para despedir 815 trabalhadores, o executivo resolveu manifestar "a sua total solidariedade com os ferroviários e com as suas organizações, na defesa dos seus postos de trabalho." A Câmara "defende que a rentabilização dos recursos das empresas ferroviárias não pode fazer-se à custa do crescimento do desemprego, opção ainda mais inaceitável quando vinda de empresas públicas". Manifesta ainda "grande preocupação pelas opções que estão a ser tomadas pelas empresas do Grupo CP, que colocam em risco centenas de postos de trabalho de ferroviários".
A tomada de posição foi tomada por iniciativa do vereador do Bloco de Esquerda, Carlos Matias, e aprovada por unanimidade
O texto da Moção aprovada recorda que "a ferrovia é a matriz fundacional do nosso concelho e é, ainda hoje, a fonte de rendimento de boa parte das famílias da nossa cidade."
A Câmara Municipal do Entroncamento não poder ficar "indiferente às incertezas e ás angústias que, neste momento, assaltam muitos dos nossos munícipes ferroviários." Pelo contrário, o executivo afirma estar bem ciente "do impacto social e económico que as medidas anunciadas poderão vir a ter, com o agravamento do desemprego no concelho."

domingo, junho 13, 2010

SUSPENSA MODERNIZAÇÃO DA LINHA DO NORTE
O governo decidiu suspender os trabalhos de modernização da linha férrea do norte, entre Mato de Miranda e o Entroncamento, cerca de 12km de via essenciais para as boas comunicações ferroviárias entre a nossa cidade e a capital. E essenciais também para a região e o país, pois a linha do norte é uma via ferroviária de grande importância.
A obra já estava adjudicada por 55 milhões de euros, o estaleiro estava montado e estava todo pronto para o arranque. Mas, a pretexto da crise e do Programa de Estabilidade e Crescimento (o tal PEC), o governo decidiu adiar este investimento. Repare-se que não de trata de qualquer “desvario despesista”, mas de um investimento estruturante, com implicações na qualidade, na segurança e na rapidez do transporte ferroviário.

quarta-feira, maio 05, 2010

CÂMARA DO ENTRONCAMENTO
CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES NA FERROVIA
A Câmara Municipal do Entroncamento manifestou-se contra as privatizações previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para o sector ferroviário. Esta tomada de posição resulta de uma Moção nesse sentido proposta pelo vereador do BE, Carlos Matias, e aprovada por maioria, na última reunião do executivo municipal. Bloco de Esquerda e PSD votaram a favor da Moção, enquanto os dois vereadores do PS optaram pela abstenção.
Nos seus considerandos, o documento aprovado recorda que o "sector ferroviário é tradicionalmente público, mesmo em regimes conservadores, pois essa é a única forma de garantir a homogeneidade dos transportes e comunicações no conjunto do território nacional e o acesso às mesmas em regiões afastadas dos grandes centros."
A Moção apresentada pelo Bloco lembra ainda que "as mais radicais experiências neoliberais de privatização do sector ferroviário, nomeadamente em Inglaterra no consulado Thatcher, produziram resultados desastrosos até em termos de segurança, tendo custado imensas vidas humanas."
"A submissão estratégica deste sector vital a interesses privados traduzir-se-á inevitavelmente pelo fecho de novas linhas de comboio, agravando uma tendência que já se vinha a verificar nos últimos anos e acelerando o processo de desertificação do interior"--- considera ainda o texto aprovado.
No que directamente respeito ao Entroncamento, "este caminho traduzir-se-á no enfraquecimento de um sector económico vital e por um forte ataque aos direitos dos trabalhadores ferroviários, ainda hoje muito numerosos no concelho."

domingo, dezembro 20, 2009

"O LUSITÂNIA DEVERÁ DESAPARECER"
- defende Cardosos dos Reis, presidente da CP
Em declarações so semanário Expresso, o presidente da operadora ferroviária afirmou que " daqui a quatro anos, com e entrada em operação da Alta Velocidade (AV), o Lusitânia deverá dsaparecer. Se funcionar, será só como um serviço de charme".
Se tal vier a acontecer, em vez de ficar mais perto, como seria desejável, Madrid ficará ainda mais longe do Entroncamento, para quem optar pelo serviço ferroviário.
Esta opção da CP confirma a tendência que tem vindo a registar-se de "afastar" a nossa cidade do acesso por comboio a destinos que não Lisboa e, em menor medida, Coimbra. Hoje, por exemplo, já não existem comboios regionais directos ao Porto.

quinta-feira, julho 30, 2009

MONUMENTO AO FERROVIÁRIO
SERÁ INAUGURADO EM 24 DE AGOSTO

Já está agendada a inauguração do monumento já colocado na Praça da República, em frente à estação ferroviária.
A cerimónia está marcada para as 10 horas do dia 24 de Agosto e, em princípio, deverá contar com a presença de Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes, e com variados sindicatos ferroviários.
Quem disser que esta inauguração --- a par de várias outras --- faz parte da campanha eleitoral autárquica do PSD irá ser acusado de más intenções. Mas o que é que parece?

terça-feira, junho 30, 2009

SEXTA-FEIRA HÁ DEBATE

EM DISCUSSÃO "A FERROVIA, HOJE E AMANHÃ"
O debate de sexta-feira que vem é o último de um ciclo de três, dedicados à vida e à luta dos ferroviários. Terá lugar no Salão da Junta de Freguesia de S. João Baptista, sexta-feira, dia 3 de Julho, a partir das 21.15 horas.
Nesta iniciativa, participarão a deputada do BE Helena Pinto, o professor universitário Manuel Tão, o historiador Luís Filipe Lopes e o sindicalista ferroviário e dirigente do BE António Gomes.
Como de costume, a entrada é livre e o debate é aberto.
ULTIMA HORA: em e-mail expedido às 12.50h desta quinta-feira, o prof Manuel Tão informou que, ao contrário do que antes garantira, um impedimento pessoal não lhe permitirá participar neste debate

terça-feira, junho 16, 2009

BLOCO DE ESQUERDA QUER INCENTIVOS
AO USO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO
Nas últimas grandes manifestações promovidas pela CGTP, com cem e duzentas mil pessoas, o transporte teve de ser feito em autocarros, porque a CP não respondeu à procura por parte das estruturas sindicais, ou apresentou propostas incomportáveis.
Ora, a ferrovia é o transporte mais ecológico e deve ser incentivada a sua utilização, não se aceitando a atitude desinteressada da operadora ferroviária incumbente, uma empresa do Estado.
A deputada Helena Pinto (BE) já perguntou ao governo o que é que este pensa fazer para levar a CP a promover a utilização do transporte ferroviário, incentivando "os sindicatos a fretar comboios, em vez de autocarros para a deslocação de manifestantes".

sexta-feira, maio 15, 2009

EMEF VAI MONTAR NOVOS COMBOIOS PARA A CP
A EMEF deverá participar na montagem de 74 comboios, cujo concurso de aquisição já foi lançado pela CP. Segundo informa o matutino Público, a operadora incumbente do serviço ferroviário pretende investir cerca de 370 milhões de euros nesta aquisição, com opção de compra de mais 28 unidades, no valor de 170 milhões de euros.
A CP pretende que, à semelhança do que já acontece com as locomotivas Siemens, montadas no Entroncamento com peças vindas da Alemanha, também os novos comboios sejam montados na nossa cidade. O objectivo é que a incorporação portuguesa atinja o valor de 125 milhões de euros (25% do total), a facturar pela EMEF.
Ainda de acordo com a notícia do Público, os 370 milhões de euros serão investidos em dois lotes, um de material a diesel e outro de material eléctrico. "O grosso do financiamento deste projecto será feito por recurso ao endividamento, nomeadamente ao Banco Europeu de Investimentos, Eurofima e banca nacional e estrangeira", adianta o jornal.
A primeira entrega de material circulante só deverá vir a ocorrer em 2011.

segunda-feira, maio 11, 2009

OS FERROVIÁRIOS E AS SUAS LUTAS
SÃO TEMA DE EXPOSIÇÃO
Numa iniciativa do Bloco de Esquerda, foi inaugurada no passado domingo, na Galeria Municipal do Entroncamento, a Exposição “Os Ferroviários. História, lutas, futuro”. Esta exposição manter-se-á patente ao público até ao próximo dia 23 do corrente, e poderá ser visitada todos os dias, entre as quinze e as dezanove horas.
Na sessão de inauguração esteve presente o historiador e deputado do Bloco de Esquerda Fernando Rosas. Na presença do numeroso público, proferiu uma breve alocução de apresentação. Fernando Rosas relevou o valioso património de trabalho, saberes e lutas dos ferroviários, como construtores de um serviço público ferroviário essencial ao país. "Há que honrar a memória e a vida desses ferroviários", acrescentou, apelando à defesa do serviço público ferroviário.

A exposição consta de nove painéis, nos quais, através de textos e imagens cedidas por numerosas pessoas e entidades, é contada a história das lutas ferroviárias desde os primórdios da ferrovia até ao presente.
Em simultâneo com a exposição, decorre também um ciclo de colóquios sobre a luta dos ferroviários ao longo dos tempos. O primeiro debate teve lugar logo a seguir à inauguração da exposição, no Centro Cultural, e sob o lema "Mais de um século de lutas". Perante uma assistência interessada (parcialmente na foto), a jornalista Ana Geraldes analisou "A imprensa operária e sindicalista", Henrique Leal falou sobre "O Estado Novo e a ‘família ferroviária" e, finalmente, o investigador, Miguel Pérez debruçou-se sobre "Os ferroviários e a Revolução."

Notícia de O Mirante...

sábado, abril 25, 2009

APRESENTADA MAIS UMA INICIATIVA DO BLOCO

"OS FERROVIÁRIOS. HISTÓRIA, LUTA E FUTURO"
O Bloco de Esquerda vai promover no Entroncamento um ciclo subordinado ao tema “Os ferroviários: história, lutas e futuro”, a partir de 10 de Maio. Durante duas semanas estará patente na galeria municipal uma exposição e, até ao final de Junho, terão lugar 3 debates, sempre á volta da temática ferroviária.
O primeiro debate é logo a 10 de Maio,dia da abertura da exposição, e tem como tema “Mais de um século de lutas ferroviárias”. Na sala da Junta de Freguesia de S. João Baptista, Ana Geraldes, jornalista da SIC, falará sobre a "Imprensa operária e sindicalista". Henrique Leal, historiador, abordará "O Estado Novo e a família ferroviária". Finalmente, Miguel Perez, investigador, abordará o tema "Os ferroviários e a Revolução".
A iniciativa foi apresentada em conferência de imprensa, no Bairro Camões, mesmo ao lado da degradada Escola Camões. Nela participaram o deputado e historiador Fernando Rosas, Henrique Leal, e António Gomes, ferroviário e membro da Coordenadora Distrital.
Fernando Rosas afirmou que o objectivo deste ciclo é o de “convocar a memória das lutas e dos saberes dos ferroviários" e contribuir para o debate sobre o futuro da ferrovia.” "Convocar a história ajudar a compreender o sentido das coisas hoje e ajuda nas opções para o futuro”, acrescentou.

sábado, dezembro 20, 2008

POR INICIATIVA DO BLOCO DE ESQUERDA

ASSEMBLEIA MUNICIPAL EXIGE PASSE SOCIAL
E A MODERNIZAÇÃO DA LINHA DO NORTE
Este sábado, a Assembleia Municipal do Entroncamento foi unânime ao "manifestar o seu desagrado pelos pesados aumentos do transporte ferroviário regular, entre Lisboa e o Médio Tejo, ocorridos ao largo dos últimos anos".
De facto, entre 1 de Fevereiro de 2003 e 1 de Julho deste ano o preço da assinatura mensal Entroncamento – Lisboa passou de €107,21 para €166,5. Um aumento global de 55%, cerca de 11% por ano. Mas, muitos passageiros passaram ainda a ter adquirir mais uma assinatura para o transporte ferroviário urbano na chamada “Grande Lisboa”: mais €29. Assim, de facto o transporte ferroviário Entroncamento - Lisboa aumentou cerca de 82 %, entre Fevereiro de 2003 e Julho de 2008!
Por proposta do Bloco, a Assembleia Municipal do Entroncamento defendeu, mais uma vez, a necessidade de avançar com "o passe social no transporte ferroviário entre Lisboa e o Entroncamento, como forma de repor o equilíbrio no preço do transporte."
A Assembleia Municipal decidiu ainda associar-se "à defesa da urgente conclusão da modernização da linha ferroviária do norte, avançando com os estudos necessários para a sua quadruplicação, com vista a garantir uma oferta ferroviária de qualidade, à região e ao país."
Os autarcas do Entroncamento corroboraram a opinião de Francisco Cardoso dos Reis, presidente da CP, que reconheceu numa entrevista recente, a justeza das reclamações dos passageiros dos comboios regionais, defendendo a quadruplicação da linha ferroviária do Norte como forma de aumentar a oferta de vias disponíveis e resolver os problemas. Considerou ser esse – e não o TGV – o problema “essencial” das comunicações ferroviárias entre Lisboa e Porto.

Ler mais...

quarta-feira, dezembro 10, 2008

A INVESFER ESTÁ DE "PANTANAS"
A apreciação consta de um relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), que denuncia a possível transferência de prejuízos da Invesfer para a Refer. A Invesfer é, ela própria uma participada da Refer que teria como missão "ganhar dinheiro com os terrenos e imóveis que já não têm interesse para a exploração ferroviária".
Só que, em vez de ganhar dinheiro, a Invesfer já acumulou dívidas de 48,9 milhões de euros. Só nos últimos 3 anos, período sobre o qual incidiu a auditoria da IGF, a Invesfer perdeu 1,4 milhões de euros em 2005, 4,4 milhões em 2006 e 2,9 milhões em 2007. No final de 2007, a situação era de falência técnica, à luz do Código das Sociedades Comerciais.
Os inspectores da IGF detectaram uma deficiente avaliação do património desafectado do serviço ferroviário, uma incorrecta avaliação do risco assumido em negócios com entidades privadas e, finalmente, contratacões de pessoal sem "a transparência que seria desejável". O costume, portanto.
Um dos projectos ruinosos para o erário público, por parte da Invesfer, é o que envolve os terrenos contíguos à estação de Tomar, uma negociata que também mete a Visabeira
.
O actual presidente da Invesfer é o vice-presidente da Refer, Vicente Pereira.

domingo, novembro 23, 2008

O CONCELHO CRESCE NA ÁREA DA LOGÍSTICA

VAI NASCER UM "PORTO-SECO"
NO CASAL MARCOS FERREIRA
O empreendimento é iniciativa da
MSC, que se apresenta como "a 2ª maior linha marítima do mundo e a 1ª em termos de operação em Portugal". O porto-seco corresponde à primeira fase do projecto e irá ocupar 60 mil metros quadrados no Casal Marcos Ferreira, entre a zona industrial do Entroncamento e a linha ferroviária do norte, com um investimento estimado de 12 milhões de euros. Serão desenvolvidas as actividades de "armazenagem, reparação, consolidação e desconsolidação de contentores" e já estará assegurada a construção de um ramal ferroviário privativo.
O Bloco votou a favor da primeira fase do projecto, levado agora à reunião da Câmara Municipal, onde, alíás, viria a ser aprovado por unanimidade. Na ocasião, o vereador bloquista, Carlos Matias, sublinhou o desafio que um projecto desta envergadura coloca à capacidade municipal de planeamento. "Serão necessárias redes de águas, saneamento, transportes, comunicações... e tudo tem de ser pensado em tempo, para evitar as habituais dessincronias". Por outro lado, este investimento evidencia a atractividade para os investidores da zona central do Médio Tejo e, "felizmente para nós", do concelho do Entroncamento.
Ler mais...
FÁBRICA DE VAGÕES VEM PARA O ENTRONCAMENTO
De acordo com o matutino Público, a EMEF irá construir uma fábrica de vagões no Entroncamento. A fábrica havia sido anunciada para a Amadora, pela Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, em Maio de 2007. O que terá feito a empresa e o governo mudar de ideias terá sido existência, no Entroncamento, de "mais espaço, pessoal qualificado e por se situar no Médio Tejo", beneficiando de "financiamento comunitário com mais facilidade do que a Amadora."
Nesta relocalização das oficinas da empresa, não se sabe, contudo, se o Entroncamento sairá globalmente a ganhar ou a perder. Com efeito, simultâneamente, foi anunciado que para os terrenos da antiga Bombardier-Amadora irão os serviços centrais da EMEF, uma unidade de inovação tecnológica (até agora no Porto) e uma oficina de reparação de peças de parque e rotáveis. Segundo o jornal, também poderá ir para a Amadora "uma linha para grandes recuperações de comboios ".

sexta-feira, setembro 26, 2008

EMPRESA FERROVIÁRIA PRIVADA ENTRA NO TRANSPORTE DE MERCADORIAS

TAKARGO GANHA UM NEGÓCIO COM A "AJUDA" DA CP:
HELENA PINTO (BE) PEDIU EXPLICAÇÕES AO GOVERNO
A empresa do Grupo Mota-Engil começou esta quinta-feira a operar, transportando balastro para as obras de modernização da linha Barreiro Pinhal-Novo. Em meados de Outubro começará a fazer dois comboios diários com contentores, entre Setúbal e Alverca. Em Dezembro, a Takargo iniciará o transporte de mercadorias entre Madrid e Lisboa: primeiro, 3 vezes por semana e diariamente, logo que tenham locomotivas suficientes. Já em 2009, o novo operador ferroviário privado de transporte de mercadorias transportará peças de automóvel para a Renault, entre Valladolid e Cacia, quatro vezes por semana.
a
Para ganhar este negócio, a Takargo contou com uma estranha apatia da CP. A Renault pediu um orçamento à CP para a realização da operação. No entanto, apesar das insistências, o operador público nunca respondeu ao pedido, vindo posteriormente a Renault a contactar a Takargo, com quem fecharia o negócio.
Em requerimento entregue na Assembleia da República, a deputada Helena Pinto (BE) já perguntou ao governo "porque motivo não apresentou a CP o orçamento solicitado pela Renault relativo ao transporte de mercadorias". Nesse documento o Bloco de Esquerda manifesta a sua incompreensão pelas razões que terão levado a CP não apresentar orçamento à Renault, pois "permite que outras empresas facilmente ocupem espaço num mercado emergente e em amplo crescimento, o qual poderia contribuir para melhorar os seus resultados e para o qual tem todas condições técnicas e operacionais para desempenhar um serviço de qualidade. "

sexta-feira, setembro 19, 2008

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

TRANSPORTES FERROVIÁRIOS MAIS BARATOS E A MODERNIZAÇÃO DA LINHA DO NORTE
- defendeu o Secretariado do Entroncamento do BE
O atraso na modernização da linha ferroviária do norte e a sua saturação estão a ter consequências gravosas para os seus habituais utilizadores, em especial para os passageiros do serviço regional. Estes são claramente prejudicados pela elevada prioridade atribuída pela CP aos serviços intercidades e alfas, circulações mais rentáveis e em que a não conformidade com a qualidade exigida é mais penalizadora para o operador ferroviário.
A reconhecida deficiência do serviço regional entre Entroncamento e Lisboa não tem, todavia, impedido um desmesurado aumento de preço das assinaturas mensais dos comboios, sem qualquer correspondência nas taxas de inflação ocorridas.
Em conferência de imprensa, Henrique Leal e Carlos Matias (na foto), em nome do BE solidarizaram-se com os trabalhadores vítimas do "assalto" da CP, exigindo a criação de um passe social para a ferrovia, até ao Entroncamento. Defenderam também a modernização da linha do norte e a realização de estudos com vista à sua quadruplicação.

terça-feira, setembro 02, 2008

A CP RECONHECE MAU SERVIÇO, NO ENTRONCAMENTO

UMA LINHA DO NORTE QUÁDRUPLA "É ESSENCIAL"
Em entrevista ao Diário Económico (DE) , Cardoso dos Reis, presidente da CP, defendeu a quadruplicação da linha do Norte, actualmente já saturada e sem capacidade para receber mais circulações. O presidente da operadora ferroviária reconhece como "crítico" o troço entre Cartaxo e Entroncamento e o mau serviço ferroviário prestado aos clientes do Entroncamento, Santarém e Tomar, devido aos atrasos nos tempos de percurso.

segunda-feira, agosto 18, 2008

SITUAÇÃO FINANCEIRA DA REFER AGRAVOU-SE EM 2007

PREJUÍZOS DA REFER ULTRAPASSAM OS 160 MILHÕES DE EUROS
Como consequêcia desse agravamento da situação financeira, há o risco das várias empresas participadas, como a Fernave, poderem vir a perder metade do seu capital social.
O alerta vem da própria comissão de ficalização das contas da empresa, que adverte para a necessidade de "aumentos dos respectivos capitais sociais".
No ano passado, a Refer cobrou à CP e à Fertagus cerca de 57 milhões de euros, pela passagem dos comboios pela infraestrutura da impresa. Em 2007, circularam em toda a rede (e em média) cerca de 2100 comboios diários, mais 3,8% do que no ano anterior. Destes, só cerca de 80% são comboios de passageiros.