quarta-feira, junho 28, 2006

DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NAS MÃOS DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA PASSADA SEXTA-FEIRA

ÁGUA PRIVATIZADA
FACTURA AUMENTADA

O preço da água de consumo público, assim como as taxas de saneamento irão sofrer aumentos enormes, depois de concretizada a decisão da Câmara Municipal de aderir à empresa Águas do Centro (AdC).
Esta decisão foi tomada pela Câmara com os votos exclusivos do PSD.
Com a adesão do Entroncamento às Águas do Centro (AdC), a distribuição da água passará a ser assegurada por esta empresa. O município pagará à AdC uma factura acrescida em mais de 12% por toda a água consumida no concelho, perdas incluídas… Quanto mais eles venderem, mais ganham.
Quem vai pagar isto tudo? Os munícipes, claro!

Quanto ao saneamento, a AdC compromete-se a construir uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais… desde que passemos todos a pagar uma nova taxa de saneamento, para pagar o tratamento dos efluentes. Para as contas ficarem equilibradas o aumento da taxa de saneamento teria de ser de 61%!
Quem vai pagar? Os munícipes, claro!

Por outro lado, as Águas do Centro, a que vai aderir o nosso município, terá maioria de capital do grupo “Águas de Portugal”. Bastará este grupo ser privatizado – hipótese em aberto -- para que o fornecimento da água fique nas mãos de uma qualquer multinacional, a quem pagaremos lucros, em regime de monopólio.

A OPÇÃO DO PSD É CLARA: VÃO-SE OS ANÉIS? FIQUE O PODER
Que ganha então o nosso Concelho com a adesão às Águas do Centro? Nada do ponto de vista da melhoria da gestão, da racionalização dos consumos ou da qualidade do serviço.
Sem viabilidade financeira por se ter esgotado a capacidade de endividamento, o município apenas poderá desta forma assegurar alguns investimentos. Com isso, o PSD apenas procura compensar erros de gestão, como o adiamento de investimentos na rede de águas e saneamento.
É óbvio que haveria outras alternativas. Há soluções intermunicipais, sem privatização. Continuará a haver a possibilidade de recorrer a fundos comunitários. Há a possibilidade de alienar património para arrecadar receitas. E, finalmente, há o recurso ao Orçamento Geral do Estado, para onde vão os nossos impostos.
Só que o PSD arredou liminarmente qualquer outra solução. Aliás, para este negócio nem abriu um concurso, como outras câmaras fizeram em situações semelhantes.

A ASSEMBLEIA MUNICIPAL TEVE A ÚLTIMA PALAVRA
A Assembleia Municipal da última Sexta-Feira, dia 30, teve a última palavra: com os votos exclusivos do PSD ratificou esta opção ruinosa para o nosso concelho.
Na Assembleia Municipal, como na Câmara Municipal, o Bloco de Esquerda votou em defesa dos munícipes, contra a adesão do Entroncamento às Águas do Centro.
Ver post acima, sobre este mesmo assunto

terça-feira, junho 27, 2006

CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO IRÁ SER DISCUTIDO NO PARLAMENTO


APROVADA PROPOSTA DO DEPUTADO JOÃO SEMEDO

Foi aprovada pela Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República a proposta apresentada pelo deputado do BE João Semedo de realização de uma audição parlamentar sobre a reestruturação do CHMT. Esta iniciativa será concretizada muito em breve.

Recordamos que, "sentido de um mais amplo, partilhado e rigoroso conhecimento do processo de reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo e da salvaguarda dos direitos dos seus utentes a cuidados de saúde de qualidade", havia sido requerida "a audição pela Comissão Parlamentar de Saúde dos Presidentes do Conselho de Administração da ARSLVT (Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo) e do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo."

(Ver post anterior sobre este assunto)

segunda-feira, junho 26, 2006

ASSEMBLEIA MUNICIPAL REÚNE SEXTA-FEIRA

"PRATO FORTE" É ADESÃO ÀS ÁGUAS DO CENTRO

Com 7 pontos na agenda, a Assembleia Municipal do Entroncamento reunirá na próxima Sexta-Feira, dia 30, no Salão Nobre da Câmara Municipal.
Entre os vários pontos em análise e votação, destaque para dois, em particular.
O primeiro é a discussão e votação de um novo empréstimo até 465810 euros, apresentado como sendo para "saneamento financeiro". É mais um sinal revelador da crítica situação financeira do município.
O segundo, mais importante ainda, é a discussão e votação da adesão do Entroncamento à empresa Águas do Centro, uma opção estratégica tomada na Câmara com os votos exclusivos do PSD. Ver post sobre este mesmo assunto, mais acima.

ASSEMBLEIA DA COMUNIDADE URBANA REÚNE SÁBADO DE MANHÃ
Na manhã do próximo Sábado é a vez de reunir em Tomar a Assembleia da Comurb do Médio Tejo.
Em agenda esclarecimentos sobre a reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Espera-se a presença de responsáveis do sector da Saúde
O Bloco sugeriu à Mesa da Assembleia a inclusão de um ponto específico, para uma apresentação do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território. Anda não temos informação sobre o acolhimento dado à sugestão.

domingo, junho 25, 2006

ACAMPAMENTO NACIONAL DE JOVENS DO BLOCO


LAMAS DE MOURO, MELGAÇO, 9 A 13 DE AGOSTO

Conferências, workshops, concertos, festas
Informações e inscrições através de www.bloco.org ou benacional@netcabo.pt
Contactos pelos telefones 213 510 510 ou 222 002 851.
PÁRA, ESCUTA E SENTE... e vem fazê-lo connosco !

sábado, junho 24, 2006

OPEL-AZAMBUJA NÃO É CASO ÚNICO

MULTINACIONAIS COMPORTAM-SE COMO PREDADORAS

INTEVENÇÃO DO DEPUTADO JOÃO CHORA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
(Excerto)

O despedimento nas multinacionais, já se vem a agravar desde há cinco anos. Não é por causa da recessão ou da crise, porque começou quando não havia recessão nem crise – é simplesmente porque algumas empresas multinacionais acham que há outros trabalhadores que podem ser mais explorados.

Foi assim que 58 empresas multinacionais abandonaram Portugal provocando milhares de desempregadas e desempregados.

A Clarks de Castelo de Paiva foi para a China e a Roménia, a Lear de Valongo e Póvoa de Lanhoso foi para a Roménia e a Polónia, a Melka do Cacém e Palmela foi para a Rússia, as Confecções Eres foram para a Bulgária, a Euronadel para a Roménia, a Benetton foi da Maia para a Tunísia, a Hungria e a Croácia, a Indesit Company que foi de Setúbal para a Polónia.

Mas muitas mais empresas multinacionais se foram embora ou reduziram a sua produção e o emprego: a Alcoa, a Shuih Union, a Siemens, a Nestlé, a Texas Instruments, a Boralis, a Goela Fashion, a Rhode, a Ford, a Bawo, a Guerry Weber, a Synfiber, a Vestus, a Vagabond, a Tovartex, a Tyco, a Ecco, a Gabor Fashion, a Maconde, a Eurotêxtil, a Brax, a Decantcofex, a Bombardier, a Philips, a Valeo, a Yazaki Saltano, a Delphi e outras.

Estas empresas não estavam em falência, não tinham dificuldades de encomendas, não lhes faltavam os melhores trabalhadores, não lhes faltavam benefícios de mão estendida, não lhes faltava nada.

Estas empresas que fugiram de Portugal comportaram-se como a praga de gafanhotos que come todas as colheitas e deixa tudo deserto atrás de si. Nenhuma respondeu pela sua responsabilidade, nenhuma pagou pelo que prometeu, algumas até receberam subsídio da União Europeia para se instalarem noutro país depois de terem saído de Portugal.

Por isso, quando hoje falamos da Opel na Azambuja, que é a quinquagésima nona multinacional que ameaça sair nestes cinco anos, saibam, senhores ministros, que já não há nada que surpreenda quem trabalha – e somos a grande maioria do país.

A Opel, a General Motors, está a mentir aos trabalhadores e a todos nós.

Diz que não pode continuar com a empresa aberta porque tem prejuízos. A General Motors não tem prejuízos na fábrica da Azambuja, que é a segunda mais produtiva do grupo na Europa. É simplesmente uma chantagem.
A General Motors quer que lhe paguem 500 euros por cada carro que monte em Portugal, para corrigir com o dinheiro dos impostos de todos os portugueses os seus próprios erros de gestão e de distribuição da produção na Península Ibérica e para depois se ir embora sem apelo nem agravo. A General Motors acha que pode assinar um contrato, depois rasgá-lo e ditar as novas condições sem que ninguém mexa uma palha.
A General Motors quer tomar como reféns os 1.200 trabalhadores, mais os 800 em regime de ‘outsourcing’ exclusivo para a Opel e mais os 4 mil empregos indirectos de fornecedores - 6 mil pessoas no total que ameaça de desemprego. Quer que lhe paguem um suplemento para cumprir o contrato que assinou até final de 2008.

sexta-feira, junho 23, 2006

REESTRUTURAÇÃO DO CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO: EXIGE-SE CLAREZA !


DEPUTADO JOÃO SEMEDO REQUER AUDIÇÃO PARLAMENTAR DOS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS PELA REESTRUTURAÇÃO DO CENTRO HOSPITALAR

O deputado do Bloco de Esquerda reconhece que em "todo este processo, tem persistido um evidente défice de informação, esclarecimento e participação da população."

Neste contexto, adianta João Semedo " é natural que cresçam, entre a população, sentimentos de insegurança e intranquilidade quanto ao futuro do Centro Hospitalar, ambiente que explica as múltiplas movimentações de utentes daqueles concelhos em defesa do acesso e da qualidade dos serviços públicos de saúde e as diversas – e, não raras vezes contraditórias, tomadas de posição das forças sociais, políticas e partidárias locais. "

Para o deputado do Bloco "o arrastamento do processo e a falta de informação pública sobre o mesmo, constituem procedimentos inadequados e desaconselháveis que urge corrigir e ultrapassar, sobretudo tratando-se de um Centro Hospitalar desta dimensão, cuja área de influência envolve mais de duas centenas de milhar de habitantes."

Daí que, "no sentido de um mais amplo, partilhado e rigoroso conhecimento do processo de reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo e da salvaguarda dos direitos dos seus utentes a cuidados de saúde de qualidade", tenha sido requerida "a audição pela Comissão Parlamentar de Saúde dos Presidentes do Conselho de Administração da ARSLVT (Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo) e do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo."

QUEM NÃO TEM CÃO... PODERÁ TER GATO


ATENÇÃO ÀS NORMAS SANITÁRIAS E DE SEGURANÇA !

Se tiver um cão ou um gato em casa, tome nota
Desde 1 de Julho, é obrigatória a identificação electrónica de todos os animais.

Segundo informa um folheto editado pela Junta de Freguesia de S. João Baptista, para os cães e gatos identificados, o registo deve ser efectuado até 30 dias após a identificação electrónica.
Se tem cão e/ou gato (no máximo permitido de 4 animais por residência!) cumpra as normas sanitárias. Defender a saúde pública também é um acto de cidadania!