quinta-feira, março 20, 2008

DAQUI POR UNS ANOS NÃO HAVERÁ ESPAÇO PARA OS PEÕES

MAIS UM EDIFÍCIO SEM SUFICIENTES LUGARES DE ESTACIONAMENTO

Este caso refere-se a um edifício a construir na Rua do Forno do Grilo e é uma alteração ao projecto inicial de 2006. Na altura já havia sido aprovado sem quinze lugares de estacionamento. Agora, o construtor sempre arranjou lugar para "enfiar" mais um automóvel. Fez um projecto de alterações e a Câmara Municipal já decidiu que ele irá pagar um pouco menos pelos lugares de estacionamento em falta: afinal, deixarão de ser 15 e passarão a ser "só" 14...
Estes automóveis serão atirados para a rua, para atravancar os passeios.
Entretanto, a venda dos lugares em falta entrará nos cofres municipais. E, quando os problemas surgirem, já lá não estará quem os criou.
O PSD, como de costume, aprovou. O Bloco, como habitualmente, votou contra. Tudo "normal".

FARMÁCIA PRAIENSE GANHA CONCURSO PARA A MAIOR FARMÁCIA DO PAÍS !

FRANCISCO LOUÇÃ INTERPELA SÓCRATES, NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Francisco Louçã interpelou o primeiro.ministro sobre política de saúde e do medicamento. Denunciou o facto insólito da Farmácia Praiense, de Praia do Ribatejo, ter ganho (surpreendentemente) o concurso para a farmácia do Hospital de Santa Maria, a maior do país e um negócio de milhões de euros.
Curiosamente, na Praia do Ribatejo, a farmácia toma o nome de "Farmácia Carvalho". Após a intervenção de Francisco Louçã, no Parlamento, os comentários na Praia do Ribatejo eram muitos, mas as explicações dadas na farmácia eram muito evasivas e pouco convincentes.
Veja aqui as intervenções de Francisco Louçã.


segunda-feira, março 17, 2008

A CÂMARA PAGA

CADE RECEBE SUBSÍDIO
PARA PAGAR ALUGUER DE CAMPO DE TREINOS

Segundo a carta dirigida à Câmara, pela direcção do CADE, " com o avizinhar do início das obras de construção dos campos sintéticos surge a necessidade de algumas (...) equipas passarem a treinar em campo de terceiros, pagando por essa utilização". Em consequência, o clube terá de desembolsar 50 euros por cada treino, pelo aluguer do campo do Clube Operário Meiaviense.
A pedido do CADE, a Câmara Municipal aceitou agora pagar esse quantitativo, mediante apresentação da factura.

Esta decisão foi unânime no executivo municipal. Para que possa feito um apoio equilibrado ao trabalho desenvolvido por todos os clubes e colectividades da cidade --- contabilizando apoios regulares e subsídios pontuais, como este --- o vereador do bloco de Esquerda pediu uma lista de todos os apoios já concedidos este ano. Essa lista ficou de ser entregue.

domingo, março 16, 2008

NO CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO

UNIDADE DE CUIDADOS CONTINUADOS TRANSFORMADA EM NEGÓCIO
Até ao final do ano, irão ser criadas no Hospial de Abrantes duas novas unidades: uma de cuidados intensivos e outra de cuidados continuados. "Talvez até antes, até ao final do Verão", assegurou ao Bloco de Esquerda, o Dr António Andrade, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), Dr António Andrade, em reunião recentemente ocorrida.
O Bloco de Esquerda avalia positivamente esta decisão. Mas discorda totalmente da entrega da gestão de unidade de cuidados continuados a qualquer entidade privada, como está previsto, pois até já terá sido lançado um concurso público, nesse sentido.
Estas unidades devem ser geridas pelos serviços do CHMT, no âmbito do serviço público. Não deverão ser mais uma fonte de negócio, para o capital privado. A Saúde não é negócio!

quinta-feira, março 13, 2008

FERROVIÁRIOS A "APERTAR O CINTO"

SALÁRIOS JÁ DEVERIAM TER SIDO ACTUALIZADOS HÁ UM MÊS
O Sindicato Nacional dos Ferroviários reivindica para este ano aumentos salariais na casa dos 5%, com um aumento mínimo de 50 euros para cada trabalhador. No entanto, segundo anuncia o Sindicato, até ver só a Refer terá respondido à proposta.
E, ainda por cima, não respondeu da melhor forma !
A Refer contrapropôs um aumento de "0,14€ no subsídio de refeição e 10 a 15€ na tabela, para a
esmagadora maioria dos trabalhadores." Já a CP marcou uma reunião na passada semana, apenas "para dizer que nem proposta tinha e a EMEF aguarda as ordens do dono."
Segundo a estrutura sindical dos ferroviários a "primeira proposta, que é idêntica a outras empresas de transportes e que será seguida nas restantes empresas do sector, fica muito aquém daquilo que é necessário para repor o poder de compra perdido só com os aumentos deste ano."

quarta-feira, março 12, 2008

FALTA O "PRETO NO BRANCO" SOBRE AS VALÊNCIAS QUE SE MANTÊM

HOSPITAL DE TORRES NOVAS COM URGÊNCIA BÁSICA
MANTENDO AS "VALÊNCIAS EXISTENTES"

Uma delegação do Bloco de Esquerda, integrando a deputada Helena Pinto, reuniu na segunda-feira, com o presidente do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), Dr António Andrade.
Segundo aí informou o Presidente do CHMT, a classificação das urgências hospitalares de Torres Novas e Tomar como SUB5 assegura que aí se manterão todas as valências existentes. A urgência de Abrantes será valorizada com novos serviços, correspondente à sua nova classificação de Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica.
A decisão de manter as valências em Torres Novas e Tomar é positiva e resulta da luta nesse sentido, movida por utentes, autarquias e diversas forças sociais e políticas, entre as quais o Bloco de Esquerda.
FALTA UMA DEFINIÇÃO EXTENSIVA DAS URGÊNCIAS EM CADA HOSPITAL
No entanto, para o Bloco, é fundamental que o Ministério da Saúde se comprometa explicitamente com uma relação precisa das valências existentes e a manter (como pediatria, ortopedia, cardiologia, etc). Consideramos muito insuficiente uma vaga referência a “valências existentes”, referência sujeita a futuras interpretações diferentes.
O Bloco de Esquerda irá requerer ao Governo, através da Assembleia da República, uma relação descriminada e precisa das valências que se manterão em cada serviço de urgência.

segunda-feira, março 10, 2008

VISITA DO BLOCO DE ESQUERDA AO INFANTÁRIO DA CP

O INFANTÁRIO JÁ NÃO FECHA
... MAS HAJA QUEM "PEGUE" NELE!
- eis a nova posição da CP
Os deputados Francisco Louçã e Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, visitaram esta segunda-feira o infantário da CP, no Entroncamento. Aí, foram recebidos pelo Vice-presidente da empresa José Benoliel, por muitos pais e vários jornalistas.
Da reunião com os responsáveis da empresa (na foto) ficou clara a intenção da CP, em relação ao infantário.
Por um lado garantem que continuará aberto (chegam agora a dizer que nunca afirmaram que fecharia...), mas tencionam passar a sua gestão para uma entidade privada. Quem? Logo se verá, "talvez a Associação dos Lares Ferroviários, talvez outra"...
Inquiridos frontalmente por Francisco Louçã sobre quanto irão pagar os pais se isso ocorrer, também "logo se verá". Assim, como "depois se verá", o que acontecerá aos oito trabalhadores do infantário.
Conclusão: a "operação fecho" abortou, para já, com a intervenção do Bloco de Esquerda e as movimentações dos pais. Como contava com um fecho tranquilo, à semelhança do que antes ocorrera com o encerramento dos 3 infantários da Refer, a CP não tinha plano alternativo. Daí refugiar-se agora num "logo se vê", que esconde a sua intenção de se ver livre dos infantários mas já não saber bem como.
Os moldes em que irá manter-se o infantário da CP é uma questão ainda em aberto. Depende da luta dos pais e da pressão sobre a administração da empresa. O Bloco de Esquerda fará a sua parte.