quarta-feira, maio 30, 2007

APESAR DAS AMEAÇAS DO GOVERNO

GREVE GERAL TEM IMPACTO

Carvalho da Silva, secretário geral da CGTP, considerou que os trabalhadores responderam com coragem e a greve geral tem grande impacto no país, apesar das ameaças do governo e dos exagerados serviços mínimos, impostos aos trabalhadores em violação do direito à greve, nomeadamente nas empresas de transportes.
Para o governo a greve teve "impacto limitado" e foi "uma greve parcial", conforme declararam, em conferência de imprensa, os secretários de Estado do Emprego e da Administração Pública.
O secretário-geral da CGTP, em resposta, afirmou: "Este Governo não governa para as pessoas, governa para os números", e salientou que "o Governo e as entidades privadas sempre tentaram minorar os efeitos das greves".
Leia Testemunhos da greve geral de Francisco Louçã.

A greve geral paralisou inúmeras empresas, como Lisnave, Unicer, Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Cimianto.
No sector dos transportes, o Metropolitano de Lisboa e a Transtejo paralisaram por completo, porque os trabalhadores não cumpriram os serviços mínimos que as administrações lhes queriam impor. Na Carris a adesão foi baixa.
Na saúde, nos serviços de recolha de lixo e em muitos sectores da administração pública a greve foi muito significativa, apesar das ameaças de registo electrónico feitas pelo governo.
Na administração local a adesão supera os 90% em todo o país. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) a greve teve grande impacto "na grande maioria das autarquias do país, bombeiros, escolas, creches, jardins de infância e empresas municipais, apesar de se terem registado algumas tentativas de coacção e violação do direito de greve".
No sector da educação a Fenprof considerou que houve uma expressiva adesão dos docentes. Mesmo segundo os números do governo, mais de 800 escolas fecharam.

Notícia do portal "Esquerda"

terça-feira, maio 29, 2007

GREVE GERAL

CNP PROÍBE TRATAMENTO AUTÓNOMO DE DADOS PESSOAIS DOS GREVISTAS

A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) proibiu o tratamento autónomo de dados pessoais dos trabalhadores que fizerem greve, considerando esse procedimento discriminatório. "A adesão à greve por parte dos trabalhadores da Administração Pública reflecte uma opinião política", diz a CNPD, e "o tratamento autonomizado e identificado dos trabalhadores que fizeram greve consubstancia decerto um procedimento discriminatório".
A deliberação da CNPD surge na sequência de uma reclamação apresentada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) contra "a intenção do Governo de levar a cabo um tratamento de dados pessoais dos trabalhadores que aderirem à greve decretada para o próximo dia 30 de Maio de 2007 e a todas as greves que, de futuro, forem decretadas."
A CNPD considerou que, para efeitos de processamento dos necessários descontos na retribuição, os dados relativos às ausências do trabalhador por motivos de greve devem ser tratados, como até agora, de forma conjunta com os dados respeitantes a outras eventuais ausências reflectidas nos mapas de assiduidade.
Para a CNPD, qualquer tratamento autónomo de dados relativos à adesão à greve constitui uma violação dos artigos 13 e 35 da Constituição e do artigo 7 da Lei de Protecção de Dados.
Leia mais:
Site da CNPD
Deliberação nº 225 /2007

segunda-feira, maio 28, 2007

PÁRA, ESCUTA E LUTA!

O BLOCO DE ESQUERDA APOIA O APELO DA CGTP
PARA A GREVE GERAL

A GREVE É UMA ACÇÃO DE PROTESTO POSITIVA

- O poder de compra dos trabalhadores caiu em Portugal no ano passado mais do que em cada um dos últimos 22 anos.
- Os rendimentos dos 20% portugueses mais ricos são 8,2 vezes superiores aos dos 20% mais pobres. É o maior fosso da Europa.
- Quase quatro milões de portugueses vivem em risco de pobreza. Portugal é o país da UE onde é mais difíicl responder à pobreza.
- Os salários dos gestores das grandes empresas triplicaram nos últimos cinco anos.
- Só 51% das empresas em portugal declara lucros. A evasão fiscal mantém-se.
- Quase meio milhão de pessoas procura emprego mas não conseguem nada.
- Os trabalhadores precários ganham menos 26% do que os efectivos

NÃO TEM QUE SER ASSIM.
O BLOCO PROPÕE:
- Passagem a efectivos dos contratados a prazo há mais de um ano. Contratos permanentes para funções permanentes;
- Redução do horário para criar mais postos de trabalho;
- Revogação do código de trabalho de Bagão Félix - o que nasce torto não se endireita;
- Levantamento do segredo bancário - a banca e as grandes fortunas têm de pagar os seus impostos;
- Imposto solidário sobre as grandes fortunas, para financiar políticas sociais;
- Reforma da Segurança Social - introduzir uma contribuição das empresas para financiar o sistema;
- Fim das taxas moderadoras - a saúd eé um direito, não é um negócio.

ATENÇÃO!
Todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, efectivos ou não, têm o direito de fazer greve e estão abrangidos pelo pré-aviso de greve.

HORÁRIOS DOS COMBOIOS PARA LISBOA

CP RECUA

HORÁRIOS DOS COMBOIOS MELHORAM...
... MAS POUCO!

A partir desta segunda-feira, é reposto o comboio matinal, com origem em Tomar, e que volta a sair às 7.41h do Entroncamento para Lisboa. O comboio com origem em Castelo Branco e destino a Lisboa volta também ao seu antigo horário de saída do Entroncamento, às 8.04h.
Estas pequenas modificações, ainda que positivas, são muito insuficientes. Mantêm-se os elevados tempos de percurso dos comboios regionais, para dar passagem a alfas e intercidades, durante o seu percurso. Mantém-se também o tormento do regresso de Lisboa, ao final da tarde, com comboios lentos e a más horas.
As pequenas alterações hoje ocorridas já resultam do enorme coro de protestos pelas alterações na oferta de serviço ferroviário, recentemente introduzidas pela CP. A operadora continua a privilegiar, claramente, a oferta de intercidades e alfas --- circulações que lhe dão lucro ---, em detrimento dos muitos milhares de passageiros que utilizam pendularmente os comboios regionais, para irem trabalhar. A pressão tem de manter-se, até a CP oferecer a estes passageiros comboios rápidos, a preços económicos e em horários adequados às necessidades de milhares de pessoas da região.

sexta-feira, maio 25, 2007

ÚLTIMA HORA

RESULTADOS DA ELEIÇÃO DOS DELEGADOS DO DISTRITO DE SANTARÉM
À 5ª CONVENÇÃO NACIONAL DO BLOCO DE ESQUERDA
Já estão apurados os resultados da votação distrital, ocorrida nesta sexta-feira. A lista A elegeu 22 delegados, a lista C elegeu 2 delegados.
Do Entroncamento foram eleitos 3 delegados, todos pela lista A: Maia Rafael, Henrique Leal e Carlos Matias.

quinta-feira, maio 24, 2007

RUAS NOVAS JÁ TÊM NOME

ESCRITORES, CIENTISTAS E UM NAVEGADOR
DÃO NOME A RUAS DO CASAL SALDANHA NORTE

Bartolomeu de Gusmão (na gravura) é um dos vários nomes atribuídos pela Câmara a diversos arruamentos da nova urbanização do Casal Saldanha Norte.
Gil Eanes, Garcia da Horta, Fernão Mendes Pinto, Sá de Miranda, Garcia Resende e Abade Correia da Serra são os outros nomes agora atribuídos pelo executivo municipal, acolhendo por unanimidade uma proposta da Comissão de Toponímia.
Os nomes propostos para arruamentos andam frequentemente à volta da literatura e poucas vezes vão além disso --- sem contar com a contestada atribuição de nomes de profissões ligadas à ferrovia... Nomes de outras artes ou campos do conhecimento, como a engenharia ou a medicina (por exemplo) poucas vezes aparecem.
Se tem sugestões a dar, não hesite: envie-as para a Câmara Municipal, ao cuidado da comissão de toponímia. Serão, certamente, ponderadas.

A CÂMARA APOIA

BOMBEIROS DO ENTRONCAMENTO
VÃO TER GPI
Durante a época estival, entre 15 de Maio e 15 de Outubro, os Bombeiros Voluntários vão ter em permanência um Grupo de Primeira Intervenção (GPI), "prontos para dar resposta a qualquer tipo de incêndio que surja na nossa zona"
Entre 15 de Maio e 30 de Junho, o grupo é constituído por 5 homens. Depois, até 15 de Outubro, o GPI é aumentado para 12 unidades.
Como forma de apoio e como solicitado pela direcção da corporação, a Câmara decidiu por unanimidade pagar os almoços do GPI, de segunda a sexta-feira, durante esta época estival.
Decisão justa, que, de algum modo, reconhece a disponibilidade dos voluntários.