quarta-feira, fevereiro 14, 2007

PARLAMENTO EUROPEU DECIDIU ONTEM

PRODUÇÃO DE LIXO VAI SER LIMITADA
A revisão da directiva comunitária dos resíduos, que ontem teve aprovação no Parlamento Europeu, prevê que em 20012 a quantidade de resíduos produzida não poderá ultrapassar os valores de 2008.
Quer isto dizer que, desta vez, a redução da produção de lixo irá ser mesmo a sério. Vamos ter de reutilizar mais as embalagens que, por sua vez, terão de ser mais pequenas e menos prejudiciais ao ambiente.
Segundo o Instituto de Resíduos, cada português já produziu em 2005 cerca de 1,24 quilos diários de lixo, um valor muito acima da média europeia.

REDUZIR SIM. MAS TAMBÉM RECICLAR E REUTILIZAR
A Comissão Europeia vai também impôr objectivos para reutilização e reutilização nos resíduos urbanos: até 2020 teremos de atingir 50% de resíduos reutilizados e recuperados.
A defesa do ambiente vai impor-nos profundas alterações de atitude e comportamentais. Será bom que comecemos já.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

NÓS POR CÁ É QUE SOMOS "RICOS"...

ÁGUA AUMENTA SÓ 2,8%... EM LISBOA
A EPAL acaba de aumentar a água aos consumidores da capital.
Para os consumidores domésticos o aumento médio é de 2,70%, abaixo dos 3,1% previstos para a inflação. Assim, um cliente doméstico que consuma 5 m3 de água num mês (incluíndo quota de serviço), pagará mais 12 cêntimos e num ano mais 1,44 EUR, que o valor pago em 2006.

Aqui, as percentagens não enganam.
Em Lisboa, um pequeno consumidor até 5 m3 de água, em 2007, pagará 0,1341€ por m3 (já incluindo o contador). No Entroncamento, com as novas "taxas PSD", o consumidor idêntico já paga 0,50€ no escalão até 10 m3 e ainda paga o contador--- quase 300% acima de Lisboa!
Decididamente, para o PSD do Entroncamento, por cá somos todos "ricos".

Leia aqui o comunicado da EPAL

EM PORTUGAL

CIGANOS SOFREM EXCLUSÃO SOCIAL
Segundo o último relatório sobre Portugal da Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI, na sigla inglesa), divulgado pelo matutino Público, "as comunidades ciganas sofrem ainda a exclusão social e experimentam dificuldades nos seus contactos com a população maioritária e as autoridades locais e as forças da ordem".
Considera ainda que, a nível nacional "o acesso à educação, ao emprego e à habitação continuam "problemáticos", recomendando a adopção de uma estratégia nacional que reverta a situação.
O Alto-Comissário para as Minorias Étnicas, Rui Marques, considera esta apreciação "excessiva", poquanto haverá que ter em conta " o factor vontade de integração" da própria comunidade cigana. Marc Leyenger, porta-voz do ECRI, diz que não nos podemos contentar com um "eles é que não querem".

O SIM GANHOU...

E AGORA?
Aprovado o referendo, a fase seguinte é a da aprovação da lei na Assembleia da República. Actualmente existe um projecto de lei do PS, que foi aprovado na generalidade em 20 de Abril de 2005. Agora segue-se o debate na especialidade na primeira comissão da Assembleia da República, a comissão de direitos, liberdades e garantias, e posteriormente o debate e aprovação no plenário da AR.
Na fase actual, de debate na especialidade em comissão, poderão ser apresentadas (e é natural que sejam) propostas de alteração por parte dos diferentes partidos. O presidente da comissão, o deputado socialista Osvaldo de Castro, declarou à agência Lusa que a lei deve estar pronta passado um mês, após a publicação dos resultados oficiais do referendo. É intenção de Osvaldo de Castro constituir um grupo de trabalho na comissão que trate especificamente do debate desta lei na especialidade e das diferentes propostas que sejam apresentadas. O presidente da comissão parlamentar considerou que "O projecto de lei é relativamente simples. Trata-se de alterar um só artigo do Código Penal. Carece apenas de uma ou outra afinação, pequenos acertos em grupo de trabalho, de acordo com o que foi avançado na campanha".
Osvaldo de Castro rejeitou a possibilidade de abrir um processo de audições sobre as mudanças no projecto de lei salientando que: "Seria até um tanto frustrante para as pessoas que votaram no referendo que se iniciasse um processo legislativo longo".
Considerou ainda que o período concreto de reflexão, o tipo de aconselhamento e os estabelecimentos de saúde em que serão feitos os abortos constituem matéria para posterior regulamentação pelo Governo.

QUATRO QUESTÕES EM ABERTO

Quatro questões parecem, à partida, poder concentrar boa parte do debate que se irá travar na especialidade:
- Aconselhamento e reflexão. O projecto de lei que foi aprovado na generalidade estipula a existência de um centro de aconselhamento familiar (CAF) por distrito, inserido na rede pública de cuidados de saúde, onde é previsto que a mulher tenha uma consulta. A caracterização desse aconselhamento e a existência de um período de reflexão para a mulher que pretende interromper a gravidez serão questões onde é provável que haja debate. A direita poderá querer distorcer o resultado do referendo com um "aconselhamento" que seja uma barreira à decisão da mulher.
- Organização dos serviços de saúde. O projecto de lei estipula já no seu artigo 6º a organização dos estabelecimentos de saúde, mas é provável que seja um dos pontos onde surjam propostas específicas.
- Dever de sigilo. O projecto de lei garante no artigo 7º o dever de sigilo dos médicos e demais profissionais de saúde, mas foi um ponto alvo de polémica durante a campanha.
- Direito de objecção de consciência. O direito de objecção de consciência por parte dos profissionais de saúde em relação à interrupção voluntária da gravidez não faz parte do projecto de lei do PS, ao contrário do que acontecia nos projectos iniciais, rejeitados na generalidade, do Bloco de Esquerda e do PCP. O Bloco estipulava o dever do profissional de saúde, que invoque objecção de consciência, de "encaminhar as utentes para outros profissionais de saúde dispostos a prestar o serviço solicitado", previa ainda que o direito não seria contemplado "em casos de emergência para a vida da grávida". O projecto do PCP estipulava também que a mulher fosse informada "sobre o profissional que não seja objector de consciência".

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

PORTUGAL GANHOU

VAMOS ENTRAR NO SÉCULO XXI

Portugal vai finalmente recuperar algumas décadas do seu atraso civilizacional em relação aos restantes países europeus: o povo português decidiu em referendo acabar com a perseguição judicial às mulheres que praticam o aborto, responsabilizando o Estado por criar condições legais para a sua prática em condições médicas adequadas.A nível nacional o SIM obteve 59% dos votos expressos, com uma taxa de abstenção de 58%.
No Entroncamento o SIM obteve uns significativos74%, contra apenas 26% do não. A abstenção local rondou os 50%.

COMUNICADO DA COORDENADORA DISTRITAL
Tal como no país, também o distrito de Santarém não teve dúvidas quanto à pergunta do Referendo deste dia 11.
A despenalização da mulher que optar pela IVG vai ser uma realidade.
No distrito de Santarém votaram mais de 109.000 eleitores, que correspondem a mais de 65 %, contra cerca de 58.000 que votaram não (cerca de 35%).
Cabe agora à Assembleia da República discutir e aprovar a Lei de acordo com o resultado do Referendo. A consulta popular foi acertada, a vontade do povo não deixa dúvidas.
O Bloco de Esquerda Santarém saúda todas e todos com e sem partido que, de uma forma empenhada, se mobilizaram na campanha e deram assim um contributo importante para este resultado.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

MAIS ENCERRAMENTOS

MINISTÉRIO QUER FECHAR ESCOLA DO CASAL SENTISTA
Segundo noticia O Mirante, a escola do Casal Sentista será uma das 4 escolas do concelho de Torres Novas que encerrarão. As outras serão Fungalvaz, Boquilobo e Parceiros de S. João.
Por decisão da Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), as crianças do Casal Sentista serão transferidas para a escola da Meia Via.
A Câmara de Torres Novas já estará a par destes encerramentos.

ELES COMEM TUDO, ELES COMEM TUDO...

BANCOS PRIVADOS COM LUCROS MILIONÁRIOS

Apesar da crise económica que Portugal se debate, os bancos privados continuam a registar lucros fabulosos. Os quatro maiores bancos privados portugueses registaram lucros de quase dois mil milhões de euros em 2006, mais precisamente 1935,5 milhões, um crescimento de 30,5% face a 2005, segundo revela o Diário de Notícias.
Os bancos beneficiaram de dois factores: as margem financeiras a crescer, impulsionada pela subida dos juros e de um reduzido aumento dos custos, com a expansão do crédito a impulsionar o negócio.
De entre os quatro grandes privados, o maior crescimento dos lucros coube ao Banco Espírito Santo (BES), com uma duplicação dos seus resultados num ano. O banco explicou o bom exercício com a captação de 150 mil novos clientes particulares e 700 empresariais, com a sua margem financeira a crescer 12% e as suas comissões a subirem 10%. No que respeita a resultados, todos os quatro grandes cresceram acima dos 20%.