sábado, janeiro 13, 2007

A OPINIÃO DA JORNALISTA SÃO JOSÉ ALMEIDA, DO "PÚBLICO"

"UMA DEMONSTRAÇÃO SALOIA DE BURRICE"

Assim classifica a jornalista do Público São José Almeida as tentativas de branqueamento das responsabilidades políticas do governo PS, sobre os voos ilegais da CIA

O texto que adiante apresentamos é parte de um contundente artigo de opinião, saído no Público deste Sábado. São José Almeida analisa o Relatório provisório do Parlamento Europeu e as responsabilidades políticas de CDS/PP, PSD e PS.

Este relatório - as suas alegações, as suas emendas e as suas conclusões - é uma vergonha para a democracia portuguesa a vários níveis. Pela conivência e participação do Governo Barroso-Portas (é bom não esquecermos que o ministro da Defesa era Paulo Portas) neste horroroso atentado aos direitos humanos e ao Estado de direito democrático. Mas também pela forma reles e mentirosa como o actual Governo lidou com a situação. A mentira acerca do conhecimento de provas - numa altura em que a lista da NAV, com o registo de quase uma centena de voos da CIA em Portugal, era do domínio público, estava no Parlamento Europeu e só o Governo insistia em dizer que não existia - é indecorosa.
A convergência e a conivência entre o Governo e as direcções do PS, do PSD e do CDS, evidenciada, mais uma vez, esta semana, a propósito do chumbo da comissão de inquérito no Parlamento português, proposta pelo PCP, é um sinal claro da promiscuidade e da corrupção ética que assola a democracia portuguesa. A tentativa de branqueamento das responsabilidades políticas dos seus correligionários chega a ser uma demonstração saloia de burrice. Não sei se as direcções de alguns partidos acham que os portugueses são parvos ou se estão eles mesmo reduzidos à debilidade mental daqueles a quem o poder sobe à cabeça e tolda o raciocínio. Mas é difícil, senão impossível, de compreender como é possível o PS, o PSD e o CDS dizerem que não há provas de nada, quando estas estão já na posse de uma instituição como o Parlamento Europeu.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

JOVENS PELO SIM


É PRECISO PARTICIPAR... E VOTAR!
A criminalização do aborto condena todos os anos milhares de mulheres a um caminho de clandestinidade, a que se associam perigos graves para a sua vida, saúde física e psíquica. É um flagelo que afecta em particular jovens e adolescentes. Esta realidade torna indispensável intervir activamente no processo de alteração da lei actual, mobilizando a juventude portuguesa para a participação cívica no referendo que se avizinha e assegurando umadiscussão alargada e esclarecida das vantagens da despenalização do recurso ao aborto.

Assim começa o Manifesto do Movimento Jovens Pelo Sim.
Mais informação AQUI

A SEGURANÇA VAI MELHORANDO... DEMASIADO DEVAGAR

ACESSOS AO VIADUTO DO CASAL DO GRILO COMEÇAM A TER PASSEIOS

Depois de finalmente estar marcada a sinalização horizontal, com a pintura dos traços contínuos, a Câmara começou agora a construir passeios no lado norte.
Por enquanto é só de um lado, mas a esperança é a última a morrer...
Quanto ao Viaduto propriamente dito, aí tudo na mesma. À Estradas de Portugal tanto lhes faz "assim, como assado". Desde que não gastem um cêntimo... Até ao próximo acidente grave?

PROPOSTA DE LEI DO BLOCO ALVO DE VÁRIAS CRÍTICAS

O ENSINO MULTILINGUE
- A opinião da deputada Cecília Honório

Ao projecto de lei do BE sobre a introdução de turmas bilingues, em contextos onde uma comunidade imigrante tem uma forte ou maioritária expressão, o Partido Socialista disse não. Do CDS ao PS, passando pelo PSD, o discurso a favor do assimilacionismo triunfou. A este largo espectro maioritário é indiferente, como o demonstram os estudos e defendem os especialistas, a realidade: que a escola que não fala e não prestigia a língua materna das crianças com mais dificuldades a português é uma escola que conduz ao desinteresse e potencia o insucesso.
O estudo "Diversidade Linguística na Escola Portuguesa", coordenado por Maria Helena Mira Mateus, assinala as crianças oriundas de Cabo Verde e da China como aquelas que têm mais dificuldade na relação com o português. Esta especialista reconhece que os alunos imigrantes devem aprender português, mantendo a língua de origem, e que a integração passa pelo domínio dos dois idiomas.
Mas os poderes resistem a estudos e realidades. No estudo já referido encontraram-se 58 línguas diferentes em 410 escolas inquiridas. Dessas línguas, o crioulo de Cabo-Verde, o Guzerate, o Mandarim e o Ucraniano, correspondem a 50% do conjunto das crianças e jovens que não têm o português como língua materna. Por outro, os estudos evidenciam que os alunos originários dos PALOP se localizam maioritariamente em Lisboa (e são de São Tomé, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Angola).

TRABALHO RESISTENTE NÃO FOI RECONHECIDO
Há muito trabalho em Portugal de pessoas que foram introduzindo os problemas do domínio da língua portuguesa a custo e desfazendo a custo a leitura do insucesso das crianças oriundas dos Palop pelo lado das condições sociais desfavoráveis e das limitações intelectuais. Mas o largo espectro maioritário que se uniu no parlamento não está interessado neste trabalho resistente, que foi lutando contra as excrescências do colonialismo.
Há, também, por esse mundo fora, inúmeras experiências de bilinguismo, dos Estados Unidos, à Alemanha, ao Canadá ou a França, onde a aprendizagem da língua materna é um direito reconhecido aos filhos de imigrantes no 1.º ciclo. Há, ainda, em Portugal, importantes experiências neste campo, nomeadamente em jardins-de-infância. É o próprio Rui Marques, Alto-comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, que defende no prefácio à obra de Dulce Pereira, Crescer Bilingue: "Num contexto de construção de uma sociedade intercultural, a defesa do bilinguismo tem todo o sentido e representa uma expressão concreta de respeito pela diversidade. Proporciona a cada uma destas crianças, descendente de imigrantes, a possibilidade de, simultaneamente, se sentir com um lugar pleno na sociedade de acolhimento e de manter o vínculo às origens." Mas o parlamento decidiu continuar a mastigar a diferença para a acondicionar ao bolo alimentar dos mais poderosos.

UM PROJECTO DE LEI EM SINTONIA COM A VIDA
O projecto de lei do BE abria caminhos no sentido inverso: a possibilidade de, nos primeiros anos de escolarização, as crianças que não compreendem o português, ou o fazem com muitas dificuldades, serem acolhidas por um professor da sua língua materna e por um professor de português; a possibilidade de, em contextos que o justifiquem, as turmas bilingues se poderem estender até ao ensino secundário; a possibilidade de se poder leccionar uma ou mais disciplinas em língua parceira, ou de esta poder ser opção de segunda ou terceira língua, ou mesmo opção não curricular; a possibilidade de se investir nas tutorias.
Enquadrado na Resolução do Parlamento Europeu, aprovada por maioria, sobre a integração dos imigrantes na Europa através de escolas e de um ensino multilingue, a proposta era a de deixar as escolhas às escolas e às famílias e deixar ao ministério a aferição da razoabilidade das escolhas e a criação de condições para a sua implementação, articulando com essa porta aberta ao nível da Europa de uma rede de escolas que incentivem a integração pelo multilinguismo.
O BE mantém e continuará a defender que o futuro das crianças e jovens, filhos de imigrantes, depende do reconhecimento dos seus direitos de língua e de uma escola intercultural.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

AUTARCAS DA FREGUESIA DE Nª Sª DE FÁTIMA CONHECEM PLANO PARA A FREGUESIA

REFORMULAÇÃO DO TRÂNSITO APRESENTADA NA QUINTA-FEIRA

A DOM, empresa que está a estudar o plano de reformulação do trânsito da zona norte da cidade, fez nesta quinta-feira uma apresentação no Salão Nobre da Câmara Municipal.
Afinal, nessa reunão, a Câmara limitou-se a dizer o que iria fazer "rápidamente" e a partir de agora, cortando cedo o passo a quaisquer sugestões. Propostas de alteração só por escrito e fundamentadas, ali não seriam abordadas.
Um plano de reformulação do trânsito na zona norte da cidade já havia sido aprovado em 2003. Esse plano não chegaria, no entanto, a ser implementado. Em Julho do ano passado, o PSD apresentou então nova proposta.
Genericamente, o novo plano consiste no alargamento do número de arruamentos com sentido único. Em Julho último, face ao essa generalização de sentidos únicos e à (habitual) recusa de aceitar qualquer sugestão de melhoria, o Bloco votou contra, na reunião de Câmara. O PS absteve-se e o PSD, claro, votou favoravelmente.
Foi esse plano que ontem apresentado aos autarcas da freguesia de Nª Sª de Fátima.

Recordamos que, anteriormente, em Moção proposta pelo Bloco de Esquerda e aprovada na Assembleia da Freguesia a norte da cidade, estes autarcas haviam reivindicado o direito de serem ouvidos sobre um plano de trânsito que terá incidência especíica na sua área.
Na reunião de ontem à tarde, além do técnico da empresa, participaram o Presidente da Câmara, Jaime Ramos e o vereador do pelouro, Luís Filipe Boavida. Da parte dos autarcas da freguesia, todos os partidos participaram . Pelo Bloco de Esquerda, esteve presente Virgilio Rafael

quarta-feira, janeiro 10, 2007

PELO "SIM" NO REFERENDO

É PRECISO VOTAR!

De visita ao Entroncamento, Luís Fazenda, líder da bancada parlamentar do Bloco de Esquerda, insistiu permanente num ideia: em 11 de Fevereiro é preciso votar, para acabar com a humilhação das mulheres.
Luís Fazenda começou por contactar e distribuír propaganda aos trabalhadores da EMEF, à saída do trabalho, cerca das 17 horas. A recepção foi francamente favorável, com muitos trabalhadores a cumprimentar o dirigente bloquista.
Uma equipa de militantes do Bloco de Esquerda acompanhou depois Luís Fazenda na distribuição de comunicados, à saída da estação da CP.
Esta acção para o voto no Referendo teve a cobertura de vários orgãos da comunicação social, entre os quais a RTP.

O BLOCO DO ENTRONCAMENTO PARTICIPOU

MOVIMENTO "VOTO SIM" ENTREGA ASSINATURAS
O Movimento Voto Sim entregou nesta quarta-feira, na Comissão Nacional de Eleições, 11211 assinaturas de cidadãs e cidadãos.
No acto de entrega, estiveram presentes alguns dos mandatários e mandatárias, entre os quais, as deputadas e deputados Alda Macedo, Cecília Honório, Maria Antónia Almeida Santos, Mariana Aiveca, Miguel Relvas, Ricardo Rodrigues, Sónia Fertuzinhos, Victor Ramalho, Helena Pinto, Jorge Neto, Miguel Coelho, Teresa Portugal e o cantor Janita Salomé.
A estrutura local do Bloco de Esquerda participou na recolha de assinaturas para este movimento, tendo recolhido mais de 300 assinaturas na cidade, através de contactos individuais.