quinta-feira, setembro 14, 2006

NA ESTRADA ATÉ SÁBADO, A CAMINHO DE LISBOA


A MARCHA PELO EMPREGO PASSOU NA TERÇA-FEIRA, PELO ENTRONCAMENTO

Foi marcante a passagem da Marcha pela nossa cidade, com mais de 130 caminhantes, na sua maioria jovens, levantando o problema do desemprego e da precariedade, pelas ruas do Entroncamento. O tom colorido, alegre e ruidoso do desfile sacudiu a habitual pacatez da rotina citadina. Regra geral, acolhimento foi receptivo.

A etapa começou pelas 11 horas em Torres Novas, com encontros com delegações das estruturas representativas dos trabalhadores da PT e da Rodoviária Nacional. Depois da volta pelos Riachos e do almoço, no Botequim, a Marcha entrou no nosso concelho já da parte da tarde,pela Estrada Nacional 3 (na foto) e pela Rua dos Foros da Lameira. A entrada na zona urbana própriamente dita deu-se pela Rotunda do Centro de Línguas. À passagem pela Escola Secundária, um grupo de professores aproveitou para entregar a Francisco Louçã um memorando com os principais problemas do docentes.
Mas a maior visibilidade da Marcha ocorreu depois, junto ao Centro Cultural e na Rua Luís Falcão de Sommer (rua pedonal), por onde na altura já ciculava muita gente.
Depois, às cinco da tarde, junto à estação, houve convívio e uma pequena sessão. Falaram Henrique Leal e Francisco Louçã.

sexta-feira, setembro 08, 2006

ASSEMBLEIA MUNICIPAL CRITICA SERVIÇO PRESTADO PELOS CTT


A.M. EXIGE NOVA ESTAÇÃO DE CORREIOS PARA A ZONA NORTE DA CIDADE

O Correio é um serviço público de particular relevância, que deve ser prestado com fiabilidade, rapidez e a baixo custo.
Pela sua história e pelo seu estatuto de operador incumbente, os CTT – Correios de Portugal têm particulares responsabilidades na sua prestação.
De há tempos para cá, verifica-se, no entanto, uma degradação no atendimento público na estação de correios da cidade, sendo frequentes os dilatados períodos de espera.
O profissionalismo e a visível dedicação dos funcionários da empresa apenas minoram os efeitos negativos de uma estrutura que já se afigura insuficiente para o volume de solicitações actuais.

Daí a Assembleia Municipal do Entroncamento
- Exprimir o seu desagrado pelos alargados tempos de espera para atendimento, na estação dos CTT da cidade;
- Manifestar o seu entendimento de que é chegada a altura de a empresa CTT – Correios de Portugal instalarem uma nova estação, na zona norte da cidade.


Texto da Moção apresentada pelo Bloco
e aprovada por unanimidade
na última sessão da AM

VIADUTO DA A23: ASSEMBLEIA MUNICIPAL TAMBÉM CRITICA GOVERNO

... E APOIARÁ INICIATIVAS DOS MORADORES E DA CÂMARA MUNICIPAL

Por iniciativa do Bloco, a Assembleia Municipal resolveu por unanimemente criticar a "resposta" do governo sobre o Viaduto sobre a A23, também a considerando inaceitável e exigindo a construção de uam nova passagem, em segurança.
A Assembleia Municipal vincou, ainda, que apoiará as iniciativas de moradores e da Câmara com vista à resolução deste grave problema de insegurança

quarta-feira, setembro 06, 2006

REFER MAIS ENDIVIDADA


ENDIVIDAMENTO CRESCEU 4% ENTRE 2004 E 2005

Segundo noticia hoje o jornal Público, o endividamento da Refer estará a crescer e já representará cerca 2,8% do PIB, aproximadamente 3977 milhões de euros.
O pior é que,segundo o relatório da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ,o défice tende a agravar-se "face ao elevado défice anual de exploração e à insuficiência de capitais próprios para financiamento de projectos de investimento em curso". Além disto, estes investimentos "não têm tido nenhum efeito positivo nos proveitos de exploração", bem pelo contrário.

Face à situação de perda de metade de capital social das participadas deverão os accionistas tomar as medidas "julgadas convenientes". Estas passam, de acordo com a CMVM "pela dissolução da sociedade ou pela redução do capital social ou ainda pela realização pelos sócios de entradas para reforço do capital"

segunda-feira, setembro 04, 2006

O SECRETARIADO DO BLOCO EMITE COMUNICADO

A RESPOSTA DO GOVERNO SOBRE O VIADUTO DO CASAL DO GRILO É INACEITÁVEL

Desde que foi construído, há vários anos, o Viaduto do Casal do Grilo, sobre a A23 tem sido palco de dezenas de acidentes, dos quais já resultaram 3 mortes, inúmeros feridos e incontáveis prejuízos
Tamanha perigosidade da passagem resulta, antes de mais, da solução estruturalmente errada que foi adoptada desde o início. Outros factores, como a falta de passeios e deficiente sinalização só agravaram o problema. Apesar da minimização de alguns desses factores, os riscos mantêm-se a nível muito preocupante.
Daí que moradores e autarquias locais há muito venham reclamando uma outra solução que acautele vidas e bens. A promessa, feita em Novembro de 2004 por um ministro de visita à nossa cidade, de que o problema estaria praticamente resolvido, acabou por não ter quaisquer consequências.


UMA RESPOSTA A DESPACHAR

No mês passado, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações enviou à Assembleia Municipal do Entroncamento uma “resposta” ás interpelações sobre este grave problema.
Nessa carta, o Ministério iliba a Estradas de Portugal (EP) de quaisquer responsabilidades na resolução do problema do Viaduto sobre a A23. Apesar de reconhecer que as passagens superiores das auto-estradas são da responsabilidade das Estradas de Portugal, o governo diz que não compete à EP a resolução deste caso concreto.Porquê?
Porque, segundo o governo, na altura da reposição da estrada do Casal do Grilo, logo a seguir às obras da A23, ainda não existiriam passeios no local. Logo, não terão de os fazer agora.
Por outro lado, sendo aquela uma estrada municipal, diz o governo que caberá à Câmara Municipal resolver quaisquer problemas. Só as obras de arte, como passagens superiores, continuam da responsabilidade das Estradas de Portugal – reconhecem. Só que, para estes senhores, o viaduto do Casal do Grilo parece ser a excepção à excepção. Com este viaduto, em particular, nada terão a ver. Vá lá saber-se porquê!
Por fim, diz o governo que a repetida ocorrência de acidentes no viaduto se deverá exclusivamente ao recente aumento de tráfego de peões e rodoviário naquele local. Pelo entender do governo, o viaduto até seria seguro… se lá não passasse ninguém. Ou se se proibissem as pessoas de ir viver para o norte do concelho do Entroncamento.
Chega a ser insultuosa a forma descuidada da “resposta” e a argumentação esfarrapada esgrimida. Como quem diz, “para quem é…”

O ERRO VEM DESDE O INÍCIO
A solução estrutural encontrada para o viaduto sobre A23 foi errada desde a primeira hora, como sempre apontaram os moradores da zona e, infelizmente, os acidentes vieram a comprovar. O governo tem de compreendê-lo e obrigar a Estradas de Portugal assumir as suas próprias responsabilidades, construindo uma nova passagem em segurança.

O Bloco de Esquerda considera, pois, inaceitável a resposta do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações sobre o Viaduto sobre a A23, no Casal do Grilo e apoiará todas as iniciativas dos moradores e das autarquias do nosso concelho, com vista a uma efectiva resolução deste ponto negro da nossa segurança.

quinta-feira, agosto 31, 2006

INSÓLITO... OU TALVEZ NÃO

POR UNANIMIDADE, A CÂMARA APROVA EXPROPRIAÇÃO DE IMÓVEL PARA ONDE MOMENTOS ANTES VIABILIZARA UM CAFÉ-BAR!

Parece-lhe estranho? Conheça a história completa
No imóvel da Rua 1º de Maio, 53/55 funcionou em tempos uma padaria. Posteriormente, durante alguns anos, funcionou aí uma pastelaria e, mais recentemente, uma sede de campanha do PSD.
Em Maio deste ano, o respectivo proprietário perguntou à Câmara se agora seria possível instalar aí um café-bar.
O técnico da Câmara que emitiu um parecer sobre esse pedido, deixando embora à consideração do executivo a decisão final, fez notar que "qualquer utilização deste espaço compromete e atrasa a intenção da rua onde se propõe o estabelecimento, pelo que a viabilidade da instalação do estabelecimento pretendido se torna inconsequente".
Atento, o técnico referia-se ao previsto prolongamento da Rua Dr Fanhais até à Rua 1º de Maio -- um prolongamento previsto num plano de pormenor que até já vem dos anos 70. Com um novo estabelecimento instalado no espaço do lote, passaria a ser mais difícil esse prolongamento da Rua Dr Fanhais. É óbvio.
Só que PSD e PS fecharam os olhos ao óbvio e os dois partidos aprovaram agora a viabilidade do novo café-bar -- com a única oposição do vereador do Bloco de Esquerda.
Mas a incongruência não ficou por aqui.

"ENGORDAR O PORCO" PARA DEPOIS O PAGAR A PESO
O Vice-Presidente da Câmara informou que, em face do exposto pelo técnico "encetou o Excelentísimo Presidente contactos com o proprietário (do imóvel da Rua 1º de Maio), com vista a uma eventual aquisição do espaço, por parte do Municipio, dos quais não resultou qualquer viabilidade de acordo para a concretização desse objectivo"
Perante o fracasso das negociações do "Excelentíssimo", o PS resolveu então propor a expropriação do imóvel, para a abertura da rua. Votada a expropriação logo a seguir, na mesma sessão de Câmara, esta seria aprovada por unanimidade.
Isto é: aprovando a viabilidade de um novo estabelecimento comercial para aquele imóvel, a maioria PSD/PS na Câmara valorizou-o. Mas, logo a seguir, decidiu expropriá-lo -- com indemnização, como é evidente.
O proprietário do imóvel da Rua 1º de Maio tem todas as razões para estar satisfeito com a valorização da sua propriedade. Recebeu, ou melhor, irá receber uma excelentíssima prenda.
Já os munícipes têm motivos para interrogar-se por que estranhas razões a Câmara resolveu valorizar um imóvel que logo a seguir resolveu expropriar, o que a obrigará a abrir ainda mais os cordões à bolsa.
Mistérios!

terça-feira, agosto 29, 2006

PSD QUER DINHEIRO PARA OBRAS NO MERCADO A PAGAR O CALOTE DO MULTIUSOS


FINANÇAS MUNICIPAIS À MERCÊ DE MEDIDAS AVULSAS

A derrama aprovada em 2005 e cobrada este ano tinha como fim específico a realização de obras de conservação no mercado municipal.
Só que, como o PSD deixou chegar as finanças municipais a um estado lastimável, quer agora esse dinheiro para liquidar a dívida do recinto multiusos.
Já apresentou e aprovou essa proposta na Câmara e vai levá-la, para ratificação, à próxima sessão daAssembleia Municipal, em 7 de Setembro.
Isto quer dizer que também falhou o plano de financiamento desta obra -- embora o PSD não o assuma.
O Bloco só considerará a aprovação deste tipo de operações após um debate aprofundado sobre as finanças do munícipio e a assunção de responsabilidades pela crise financeira.
Até lá, não aprovaremos medidas erráticas ou "tapa-buracos".

VENDA DE LOTE DE TERRENO LEVA O MESMO CAMINHO
O não pactuar com este tipo de gestão levou o Bloco a votar também contra a venda de um lote de terreno, propriedade do muncícipio.
Assumiremos a nossas responsabilidades, quando necessário; mas não contem com o Bloco para a delapidação do património municipal.