quinta-feira, julho 27, 2006

OCUPAÇÃO DO PARQUE MANTÉM-SE RELATIVAMENTE ESTACIONÁRIA

OCUPAÇÃO ABAIXO DA MÉDIA DESDE JANEIRO

A pedido do Bloco, a Câmara Municipal acaba de nos fornecer os números relativos à ocupação mensal do parque de estacionamento subterrâneo da Praça Salgueiro Maia.
Os dados fornecidos são muito escassos: só se referem às entradas, não indicando o tempo médio de permanência nem as entradas a diversas horas, por exemplo. Por outro lado só se reportam até a Abril último (já estamos no final de Julho!). Ainda assim é possível detectar algumas tendências.
Vejamos então os numeros:

Julho 2005 - 10923
Agosto 2005 - 8569
Setembro 2005 -13505
Outubro 2005 - 10910
Novembro 2005 - 10241
Dezembro 2005 - 15875
Janeiro 2006 - 9959
Fevereiro 2006 - 9000
Março 2006 - 9484
Abril 2006 - 10086

Média - 10855 entradas/mês

Como se verifica, exceptuando 2 meses compreensivelmente atípicos (Agosto e Dezembro de 2005), quase todos os outros meses têm um número de entradas de 10000+-10%.
Só o mês de Setembro do ano passado apresenta um número realmente "anormal" de entradas.
Até Abril, este ano nenhum mês atingiu a média deste período, havendo uma ligeira recuperação desde Fevereiro.

Sendo muito limitada esta série de meses, ainda assim ela não deixa de ser interessante Convirá tê-la presente -- assim como às reais taxas de ocupação --, quando o estacionamento passar a ser pago.


CP IMPEDE EMEF DE FACTURAR 5 MILHÕES DE EUROS

"ENGENHARIA FINANCEIRA" REDUZ PREJUÍZOS DA CP À CUSTA DA EMEF


Segundo noticia o matutino Público de hoje, a CP terá suspendido o envio de ordens de compra à EMEF (empresa sua afiliada), durante todo o primeiro semestre deste ano.
Dai que, apesar de os trabalhos de manutenção e reparação terem sido executados, a EMEF ficasse impedida de os facturar.
Desta forma, a CP "aliviou" as suas contas de 5 milhões de euros, montante que a EMEF não recebeu. Em consequência, esta empresa teve que recorrer a um empréstimo bancário, pagando os respectivos juros.
Ainda segundo o Público, só agora estarão a ser enviadas essas ordens de compra atrasadas, permitindo à EMEF emitir as facturas referentes a trabalhos executados há meses.

terça-feira, julho 25, 2006

ENTRONCAMENTO NA ROTA DA MARCHA PELO EMPREGO


12 DE SETEMBRO, TERÇA-FEIRA A "MARCHA PELO EMPREGO" PASSARÁ PELA NOSSA CIDADE


Porquê uma "Marcha pelo Emprego"?
Por cada dia que passa inscrevem-se mais 159 trabalhadores nos Centros de Emprego. Em 365 dias de Governo do Partido Socialista, mais 58 000 desempregados engrossaram a já longa lista, cifrando-se agora em 600 000 o total de pessoas que procuram emprego.
A GM na Azambuja, aqui bem perto de nós é infelizmente o espelho do que se passa no País.
A proposta do Governo Sócrates de “mobilidade” para a função pública, é o maior processo de despedimento colectivo que qualquer governo até hoje fez.
Toda a argumentação governamental assenta na ausência de alternativa, na inevitabilidade destas políticas económicas, na impotência de fazer face a uma globalização capitalista geradora de desemprego, empobrecimento da população e destruição dos deveres sociais do Estado.


A MpE VAI DIZER QUE HÁ ALTERNATIVA
Nesta marcha demonstraremos as falácias de um governo que, prosseguindo as políticas conservadoras, nos diz que precisamos de abdicar do jantar para termos direito ao almoço.
Desmontaremos a ideia da inevitabilidade do desemprego, com o seu cortejo de aceitações das falências e das deslocalizações. O capitalismo gera desemprego porque se baseia na injustiça e na violência da repartição do rendimento. Os escandalosos lucros bancários são o exemplo do parasitismo que domina o poder económico e político. E que o crescimento da economia não significa mais emprego se não houver distribuição de riqueza.

Apontaremos os nomes e a história dos que dirigem a vida económica, mostrar como enriquecem e como governam o país.
Esta iniciativa é uma acção de cidadania proposta pelo Bloco e aberta a todas as pessoas, sindicalistas ou não, membros de ONG, movimentos sociais, simples cidadãos, empregados ou não, estudantes, que queiram dar um contributo de protesto e construção de alternativa e esperança.

UMA MARCHA COM CONTEÚDO
O Bloco apresentará um programa detalhado, praticável e mobilizador. Um programa que inspire a acção social, os cadernos reivindicativos, a luta e a vida dos empregados e dos desempregados.
O Bloco apresentará propostas sobre quase toda a amplitude social do emprego, da precariedade ao trabalho por turnos, do trabalho cultural e científico à sustentabilidade da segurança social.

O Bloco demonstrará a importância e a necessidade do Estado na criação de emprego, no investimento público, nos serviços de apoio social às pessoas como as portadoras de deficiência, idosos e crianças, no combate às assimetrias regionais e ao despovoamento do interior do país que convocam melhores serviços públicos e não a destruição destes.

No dia 12 de Stembro, a MpE cumprirá a etapa Torres Novas-Entroncamento, com passagem por Riachos. Mais adiante divulgaremos o programa detalhado.
Entretanto, mantenha-se atento e prepare-se para participar... pelo emprego.

segunda-feira, julho 24, 2006

SECTORES DA IGREJA CATÓLICA JUNTAM-SE À EXIGÊNCIA:


CESSAÇÃO IMEDIATA DAS AGRESSÕES, BOMBARDEAMENTOS DE TERROR, INCURSÕES, DESTRUIÇÕES E BLOQUEIO DA FAIXA DE GAZA E DO LÍBANO POR PARTE DE ISRAEL

Personalidades da Igreja Católica, como o bispo D. Januário Torgal Ferreira (na foto) e Frei Bento Domingues, juntaram o seu nome a um abaixo-assinado subcrito por muitos outros nomes conhecidos da cultura e da política. Entre eles, estão Eduardo Prado Coelho, Luís Miguel Cintra, Maria Velho da Costa, José Mattoso, Rui Vilar (Presidente da Fundação Gulbenkian), o eurodeputado do Bloco, Miguel Portas, e a eurodeputada Ilda Figueiredo (PCP).

O texto considera estarmos perante um "crescendo da vasta ofensiva bélica de Israel e bombardeamentos de terror", criando uma "tragédia humanitária" que vitima o "martirizado povo palestianiano".

O numeroso grupo de subscritores do abaixo-assinado considera "desproporcionadas" as acções de Israel para exercer o seu direito a defender-se, uma "punição colectiva dos povos palestiniano e libanês". Defendem a cessação imediata de todas as agressões.

Assinala-se ainda a ocorrência em Israel de "vítimas civis de mísseis lançados a partir do sul do Líbano".

sábado, julho 22, 2006

A GUERRA VISTA PELOS BLOGS DO LÍBANO


Vale a pena acompanhar alguns dos muitos blogs feitos a partir do Líbano. Eles dão informação directa, pouco filtrada, mas também transmitem a angústia de gente comum que vive num país bombardeado constantemente.

Kerblog: um blog de um artista, Mazen Kerbaj, que combate a guerra com desenhos, poemas, sons. Imperdível

All kinds of writing: um blog sobre a arte da escrita que se transformou num diário de guerra
Darn Kit: um blog cheio de fotografias dos ítios históricos do SDul do Líbano, cidades como Sídon e Tiro.

The arabist: um blog feito no Egipto muito bem informado sobre a actual guerra

Fotoblog do The Arabist no FlickR: muitas fotos do Líbano. Cuidado: há fotografias realmente chocantes!

Mais informação em "Dossier Líbano", no Esquerda

quinta-feira, julho 20, 2006

FERNANDO ROSAS NO PARLAMENTO



GOVERNO TEM DE CONDENAR A GUERRA!



O deputado do Bloco de Esquerda Fernando Rosas exigiu no parlamento que o governo tome uma posição perante as acções militares de Israel na Palestina e no Líbano.
Fernando Rosas lembrou aos deputados do PS que o governo socialista Espanhol já condenou a acção do exército hebraico. E recordou, que essas acções contra os civis, foram qualificadas pelo alta comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas, Louise Arbour, como “crime de guerra”.
O Bloco mantém a firme convicção que só com negociações e o cumprimento das resoluções da ONU que pugnam pelo direito do povo palestiniano a constituir um Estado independente, será possível travar esta escalada de violência. “De que está à espera o Estado Português para tomar posição? Que lhe dêem licença? Porque se cala o Governo Português perante uma agressão ilegal e desumana contra o Líbano e a Palestina?”, denunciou o deputado do Bloco.

O PS DO COSTUME: "PORVENTURA" CONTRA A GUERRA...
Por sua vez, o deputado do PS Vera Jardim relativizou a questão dizendo que o Bloco de Esquerda se esquece de condenar os “porventura os principais responsáveis”: o Hezbollah e o Hamas.
Na resposta, Fernando Rosas condenou todos os actos terroristas, mas acusou o governo de escamotear a questão fundamental: a resolução da questão palestiniana e acabar com a impunidade de acção do Estado de Israel que bombardeia, mata , sequestra e assassina os seus adversários políticos árabes.

in "Esquerda"

DISCUSSÃO DO PDM LÁ VAI ANDANDO...


RECEPTIVIDADE NULA DO PSD A QUALQUER SUGESTÃO DO BLOCO PARA A REVISÃO DO PDM

Foi presente à última sessão de Câmara um ofício do Chefe da Divisão de Urbanismo, Arquitecto Silvino Santos, com um conjunto de 14 sugestões de alteração ao estudo prévio de Revisão do PDM.

De uma forma muito genérica, tratava-se de algumas reafectações dos terrenos em pequena zonas e algumas alterações aos traçados de algumas vias urbanas mais estruturantes.

O Bloco, em reunião do executivo local, analisou essa proposta -- que iria ser validada ou não pela Cãmara.
Como é normal, considerámos pertinentes algumas das 14 propostas , outras pareceram-nos susceptíveis de serem aceites (dependendo de esclarecimentos complementares); num ou noutro caso, a proposta era inaceitável. É o caso da redução da faixa de não edificação de 100m para 50m, na zona adjacente à A23.

Numa atitude de intransigência cega, o PSD não aceitou uma única das nossas sugestões. Nestas circunstãncias votámos contra o documento, sendo o PSD o único a aprovar sem alterações a proposta do Chefe da Divisão de Urbanismo.