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GUERRA CIVIL DEFLAGROU HÁ 70 ANOS
II REPÚBLICA COMEÇOU HÁ 75
Em 18 de Julho de 1936 um grupo de militares conservadores do exército espanhol, com o apoio dos sectores mais retrógrados e da Igreja, desencadeou um golpe de estado para pôr fim à II República Espanhola, iniciada em Abril de 1931.
Durante 3 anos, entre 36 e 39, teve lugar uma luta sangrenta, entre os sectores republicanos e mais progressistas de Espanha e o poder oligárquico conservador, apoiado pelo exército e pela Igreja.
Estes anos de guerra foram por muitos considerados como o primeiro episódio da 2ª Guerra Mundial. Em Portugal, Salazar desde cedo percebera que o seu próprio poder estaria em jogo e apoiou os revoltosos por todas as formas, desde o início.
A Guerra Civil de Espanha é um episódio fundamental da história do país vizinho. É, por consequência, um acontecimento que marca a nossa própria história recente.
É, portanto, estranho que seja tão pouco conhecida e que sejam menosprezadas e apagadas as marcas que deixou na memória do nosso próprio povo.
GEMINAÇÃO COM CIDADE ESPANHOLA FOI PARA A GAVETA
Em Junho de 2002, em circunstâncias específicas que facilitaram a abordagem desta matéria, o Bloco propôs na Assembleia Municipal do Entroncamentouma recomendação para que fosse reafirmada “a cordialidade e o sentido fraternos das relações entre os povos dos dois países”.
Concretamente, o Bloco propôs e a Assembleia Municipal aprovou uma recomendação à Câmara Municipal do Entroncamento para a prospecção de contactos e de meios que permitissem o estabelecimento de um acordo de geminação com uma cidade espanhola congénere.
No fundo, a recomendação partia da visão estratégica de que também devemos (à nossa pequena escala) contribuir para o fortalecimento de laços com povos vizinhos, com quem partilhamos a fronteira e a história.
Na altura, a recomendação seguiu para a Câmara e lá estará. Na gaveta, é claro.
O FOTÓGRAFO DA GUERRA CIVIL DE ESPANHA
A foto do post acima capta o momento exacto em que um miliciano da República é atingido mortalmente, na guerra civil de Espanha. É um momento emblemático, retratado pela objectiva de um dos maiores repórteres fotógrafos de sempre, o húngaro-americano Robert Capa.
O mundo e a memória que dele guardamos seriam outros sem as fotografias de Robert Capa e de muitos dos seus companheiros da Agência Magnum, uma cooperativa de fotógrafos independentes de que foi fundador.
Robert Capa nasceu em Budapeste, em 1913, com o nome de André Friedman. Só aos 20 anos, já em Paris, adoptaria o pseudónimo por que se veio a imortalizar. A cobertura da Guerra Civil de Espanha (36-39) foi, aliás, o primeiro de uma longa série de grandes reportagens fotográficas, por todo o Mundo.
Capa viria a falecer relativamente jovem, em 1954, vítima de uma mina terrestre, quando estava em reportagem na Indochina, ao serviço da revista Life.
Para a posteridade, deixou imagens inesquecíveis e a memória de um fotógrafo genial, comprometido coma vida, com a humanidade e com seus dramas e conflitos.
SENTIDOS ÚNICOS MAIS GENERALIZADOS
A Câmara aprovou nova alteração ao estudo do trânsito na zona norte do concelho, um estudo que já havia sido aprovado em 2003 -- mas até agora nunca concretizado...A solução agora apontada pelo PSD para a resolução das dificuldades de trânsito passa por uma generalização dos sentidos únicos. Há locais em que a opção até se compreende e aceita, como nalguns arruamentos estreitos do Bairro da Liberdade ou a Rua Elias Garcia. Já noutros casos, como o da Rua Cidade de Penafiel, o estabelecimento de sentido único apenas vem complicar desnecessariamente a fluidez do tráfego rodoviário.O vereador do Bloco de Esquerda, Henrique Leal, fez notar que as respostas agora procuradas para as ruas atulhadas de carros serão insuficientes no futuro, se o PSD continuar a autorizar novas construções sem os lugares de parqueamento obrigatórios.Depois, perante alguma sugestões do Bloco que visavam a melhoria da proposta apresentada para o trânsito da zona norte, a opção da maioria absoluta PSD foi a do costume: foram todas rejeitadas.Nestas circunstâncias o Bloco votou contra a proposta, apenas aprovada com os votos do PSD. O PS absteve-se.Desconhece-se se o documento é para cumprir e entra em vigor a curto prazo ou se, como anteriormente, o PSD o manterá mais alguns anos em "banho-maria".
MINISTRO MÁRIO LINO ANUNCIA MAIS ENCERRAMENTOS DE LIN
HAS Segundo o Ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino, "não vale a pena gastar dinheiro a sustentar uma coisa que é utilizada por poucas pessoas".
O Ministro parece não encarar a hipótese de levar as pessoas a utilizar a ferrovia. O planeamento global, a promoção do ordenamento do território e até o marketing ainda lá não chegaram.
O caso é ainda mais evidente porque, na altura das declarações, Mário Lino se pronunciava sobre o futuro da Linha do Tua, entre Mirandela e a foz do Tua, considerada uma das mais belas de Portugal e o Mundo. As Câmaras e a iniciativa privada que tratem disso, foi o melhor que, a propósito, os jornalistas conseguiram arrancar da brilhante e ministerial cabeça.
Curiosamente, o PNPOT (Programa Nacional para a Política de Ordenamento do Território), documento agora em debate público, prevê para a zona do Tua o desenvolvimento "do cluster do turismo, explorando as múltiplas potencialidades existentes". Prevê ainda o reforço "do sistema urbano", explícitamente incluindo aí a cidade de Mirandela. Bem prega Frei Tomás...
CONSEQUÊNCIAS PARA O ENTRONCAMENTO
Para o Entroncamento, o anúncio em Setembro do Plano Nacional Ferroviário, poderá ter consequência a dois níveis.
Por um lado, interessa saber se a ferrovia é ou não aposta estratégica para o país, com evidentes consequências nas infraestruturas locais de construção, reparação e manutenção de material ferroviário.
Por outro lado, há que saber qual o papel atribuído à estação do Entroncamento na articulação dos fluxos ferroviários, entre as diversas linhas.
ZECA AFONSO VAI SER EVOCADO DURANTE O PRIMEIRO
TRIMESTRE DE 2007
Durante o primeiro trimestre do próximo ano, por altura dos vinte anos da sua morte, ocorrida em 23 de Fevereiro de 1987, um conjunto de iniciativas evocará a vida e a obra de José Afonso. A Câmara do Entroncamento acolheu, pois, a recomendação unânime da Assembleia Municipal, nesse sentido -- como já havia sido dado conta em post anterior.Esta semana, teve lugar um encontro de trabalho entre o verador João Fanha Vieira e Carlos Matias, em representação do Bloco, cuja bancada apresentara a proposta de recomendação na Assembleia Municipal. Nesse encontro, a pedido do vereador fanha Vieira, foram adiantadas algumas sugestões mais concretas. Por parte do Bloco foi especialmente sublinhado o entendimento de que o programa deveria ser muito abrangente, quer na diversidade de eventos, quer na sua abordagem. E que deveria ser aberto ao máximo de participações, quer individuais quer de associações.Por parte da Cãmara, irá haver um contacto com a Associação José Afonso, a quem será pedida colaboração
VEREADOR DO BLOCO FALA SOBRE A HISTÓRIA DO CAMINHO DE FERRONa sua qualidade de mestre em história do caminho de ferro e no âmbito da sua tese sobre a antiga "Escola de Aprendizes da CP", nesta sexta-feira, Henrique Leal grava para um programa da RTP2. O programa televisivo incide sobre a história dos 150 anos do caminho de ferro, em Portugal.As gravações terão lugar na sede do Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento.
DINHEIRO
... AS ASSOCIAÇÕES E OS CLUBES QUE PAGUEM !
Encontra-se em apreciação pública o projecto de regulamento da Alcaidaria do Castelo, local de reuniões e encontros muito utilizado pelos clubes e associações de Torres Novas. Também se encontra em análise a respectiva tabela de taxas.
A proposta apresentada é bem elucidativa da política de cultura e educação, e do entendimento sobre participação cívica, que tem o executivo camarário torrejano, presidido pelo Partido Socialista.
Face à situação financeira calamitosa (lá como cá...), pretende agora a Câmara resolvê-la à custa dos munícipes, com o aumento brutal de várias taxas, sobre vários serviços. Entre estes estão os serviços prestados na Alcaidaria do Castelo.
CÂMARA PROPÕE AUMENTOS BRUTAIS
Propõe a C. M. que as iniciativas das escolas e colectividades fora do horário normal de funcionamento, (horário normal dias úteis 9 ás 17horas) passem a pagar 30 euros mais IVA, mais encargos com pessoal decorrentes da abertura, fecho e vigilância das instalações, contra os actuais 9.98 euros. Só o valor fixo são mais de 300% de aumento.
Propõe a C. M. de Torres Novas que bailes, festas da iniciativa das escolas e colectividades, sem utilizarem a cozinha, paguem 100 euros, mais IVA, mais encargos com pessoal, decorrentes da abertura, fecho, e vigilância, contra os actuais 9,98 euros. Só o valor fixo tem um aumento de 1000%.
Propõe a C. M. para uma situação idêntica à anterior, mas com utilização de cozinha, 200 euros, mais os outros encargos já referidos. Só os encargos fixos têm um aumento de 2000%.
Propõe ainda a C. M. que a utilização daquele espaço por entidades várias sem fins lucrativos, para reuniões, seminários, convívios, tenham um custo de 30 euros/hora, sem utilização de cozinha e com utilização de cozinha 45 euros/hora, contra os actuais 25 euros independentemente do tempo de utilização.
AUMENTOS DIFICULTAM A VIDA ASSOCIATIVA
Com esta política expressa nestas taxas a Câmara Municipal de Torres Novas diz bem que política de cultura e educação prossegue, se alguém tivesse dúvidas elas ficariam esclarecidas.
Ao invés de promover a utilização dos poucos espaços existentes e isso significa entre outras medidas a cobrança de taxas comportáveis pelas várias instituições, a Câmara Municipal prefere a todo o custo e de todas as formas, tentar resolver a dívida enorme que tem.
Para o BE o que a C. M. está a fazer é a impedir o acesso das pessoas e das instituições à Alcaidaria do Castelo.
Todas as políticas da Câmara Municipal de Torres Novas se submetem à política orçamental.
Onde é que nós já vimos isto?Basta lembrar-nos que, este ano, no Entroncamento, pela primeira vez, os clubes e associações tiveram de pagar o aluguer das tasquinhas nas Festas da Cidade.
O Bloco de Esquerda de Torres Novas emitiu um comunicado a condenar esta orientação. Aí, o Bloco apela aos e às munícipes que se pronunciem neste período de apreciação pública, contra esta política que impede a participação cívica dos cidadãos e cidadãs.