terça-feira, julho 18, 2006

AQUI MESMO AO LADO, EM ESPANHA

GUERRA CIVIL DEFLAGROU HÁ 70 ANOS

II REPÚBLICA COMEÇOU HÁ 75

Em 18 de Julho de 1936 um grupo de militares conservadores do exército espanhol, com o apoio dos sectores mais retrógrados e da Igreja, desencadeou um golpe de estado para pôr fim à II República Espanhola, iniciada em Abril de 1931.
Durante 3 anos, entre 36 e 39, teve lugar uma luta sangrenta, entre os sectores republicanos e mais progressistas de Espanha e o poder oligárquico conservador, apoiado pelo exército e pela Igreja.
Estes anos de guerra foram por muitos considerados como o primeiro episódio da 2ª Guerra Mundial. Em Portugal, Salazar desde cedo percebera que o seu próprio poder estaria em jogo e apoiou os revoltosos por todas as formas, desde o início.
A Guerra Civil de Espanha é um episódio fundamental da história do país vizinho. É, por consequência, um acontecimento que marca a nossa própria história recente.
É, portanto, estranho que seja tão pouco conhecida e que sejam menosprezadas e apagadas as marcas que deixou na memória do nosso próprio povo.

GEMINAÇÃO COM CIDADE ESPANHOLA FOI PARA A GAVETA
Em Junho de 2002, em circunstâncias específicas que facilitaram a abordagem desta matéria, o Bloco propôs na Assembleia Municipal do Entroncamentouma recomendação para que fosse reafirmada “a cordialidade e o sentido fraternos das relações entre os povos dos dois países”.

Concretamente, o Bloco propôs e a Assembleia Municipal aprovou uma recomendação à Câmara Municipal do Entroncamento para a prospecção de contactos e de meios que permitissem o estabelecimento de um acordo de geminação com uma cidade espanhola congénere.
No fundo, a recomendação partia da visão estratégica de que também devemos (à nossa pequena escala) contribuir para o fortalecimento de laços com povos vizinhos, com quem partilhamos a fronteira e a história.

Na altura, a recomendação seguiu para a Câmara e lá estará. Na gaveta, é claro.



ROBERT CAPA


O FOTÓGRAFO DA GUERRA CIVIL DE ESPANHA


A foto do post acima capta o momento exacto em que um miliciano da República é atingido mortalmente, na guerra civil de Espanha. É um momento emblemático, retratado pela objectiva de um dos maiores repórteres fotógrafos de sempre, o húngaro-americano Robert Capa.
O mundo e a memória que dele guardamos seriam outros sem as fotografias de Robert Capa e de muitos dos seus companheiros da Agência Magnum, uma cooperativa de fotógrafos independentes de que foi fundador.


Robert Capa nasceu em Budapeste, em 1913, com o nome de André Friedman. Só aos 20 anos, já em Paris, adoptaria o pseudónimo por que se veio a imortalizar. A cobertura da Guerra Civil de Espanha (36-39) foi, aliás, o primeiro de uma longa série de grandes reportagens fotográficas, por todo o Mundo.
Capa viria a falecer relativamente jovem, em 1954, vítima de uma mina terrestre, quando estava em reportagem na Indochina, ao serviço da revista Life.

Para a posteridade, deixou imagens inesquecíveis e a memória de um fotógrafo genial, comprometido coma vida, com a humanidade e com seus dramas e conflitos.

segunda-feira, julho 17, 2006

TRÂNSITO DA ZONA NORTE VAI MUDAR

SENTIDOS ÚNICOS MAIS GENERALIZADOS


A Câmara aprovou nova alteração ao estudo do trânsito na zona norte do concelho, um estudo que já havia sido aprovado em 2003 -- mas até agora nunca concretizado...

A solução agora apontada pelo PSD para a resolução das dificuldades de trânsito passa por uma generalização dos sentidos únicos.

Há locais em que a opção até se compreende e aceita, como nalguns arruamentos estreitos do Bairro da Liberdade ou a Rua Elias Garcia. Já noutros casos, como o da Rua Cidade de Penafiel, o estabelecimento de sentido único apenas vem complicar desnecessariamente a fluidez do tráfego rodoviário.

O vereador do Bloco de Esquerda, Henrique Leal, fez notar que as respostas agora procuradas para as ruas atulhadas de carros serão insuficientes no futuro, se o PSD continuar a autorizar novas construções sem os lugares de parqueamento obrigatórios.
Depois, perante alguma sugestões do Bloco que visavam a melhoria da proposta apresentada para o trânsito da zona norte, a opção da maioria absoluta PSD foi a do costume: foram todas rejeitadas.
Nestas circunstâncias o Bloco votou contra a proposta, apenas aprovada com os votos do PSD. O PS absteve-se.

Desconhece-se se o documento é para cumprir e entra em vigor a curto prazo ou se, como anteriormente, o PSD o manterá mais alguns anos em "banho-maria".

NOVO PLANO FERROVIÁRIO EM SETEMBRO

MINISTRO MÁRIO LINO ANUNCIA MAIS ENCERRAMENTOS DE LINHAS

Segundo o Ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino, "não vale a pena gastar dinheiro a sustentar uma coisa que é utilizada por poucas pessoas".
O Ministro parece não encarar a hipótese de levar as pessoas a utilizar a ferrovia. O planeamento global, a promoção do ordenamento do território e até o marketing ainda lá não chegaram.

O caso é ainda mais evidente porque, na altura das declarações, Mário Lino se pronunciava sobre o futuro da Linha do Tua, entre Mirandela e a foz do Tua, considerada uma das mais belas de Portugal e o Mundo. As Câmaras e a iniciativa privada que tratem disso, foi o melhor que, a propósito, os jornalistas conseguiram arrancar da brilhante e ministerial cabeça.

Curiosamente, o PNPOT (Programa Nacional para a Política de Ordenamento do Território), documento agora em debate público, prevê para a zona do Tua o desenvolvimento "do cluster do turismo, explorando as múltiplas potencialidades existentes". Prevê ainda o reforço "do sistema urbano", explícitamente incluindo aí a cidade de Mirandela. Bem prega Frei Tomás...

CONSEQUÊNCIAS PARA O ENTRONCAMENTO
Para o Entroncamento, o anúncio em Setembro do Plano Nacional Ferroviário, poderá ter consequência a dois níveis.
Por um lado, interessa saber se a ferrovia é ou não aposta estratégica para o país, com evidentes consequências nas infraestruturas locais de construção, reparação e manutenção de material ferroviário.
Por outro lado, há que saber qual o papel atribuído à estação do Entroncamento na articulação dos fluxos ferroviários, entre as diversas linhas.

sexta-feira, julho 14, 2006

CÂMARA ACEITOU RECOMENDAÇÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

ZECA AFONSO VAI SER EVOCADO DURANTE O PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2007

Durante o primeiro trimestre do próximo ano, por altura dos vinte anos da sua morte, ocorrida em 23 de Fevereiro de 1987, um conjunto de iniciativas evocará a vida e a obra de José Afonso.
A Câmara do Entroncamento acolheu, pois, a recomendação unânime da Assembleia Municipal, nesse sentido -- como já havia sido dado conta em post anterior.

Esta semana, teve lugar um encontro de trabalho entre o verador João Fanha Vieira e Carlos Matias, em representação do Bloco, cuja bancada apresentara a proposta de recomendação na Assembleia Municipal.

Nesse encontro, a pedido do vereador fanha Vieira, foram adiantadas algumas sugestões mais concretas.
Por parte do Bloco foi especialmente sublinhado o entendimento de que o programa deveria ser muito abrangente, quer na diversidade de eventos, quer na sua abordagem. E que deveria ser aberto ao máximo de participações, quer individuais quer de associações.

Por parte da Cãmara, irá haver um contacto com a Associação José Afonso, a quem será pedida colaboração

HENRIQUE LEAL EM PROGRAMA DA RTP2


VEREADOR DO BLOCO FALA SOBRE A HISTÓRIA DO CAMINHO DE FERRO

Na sua qualidade de mestre em história do caminho de ferro e no âmbito da sua tese sobre a antiga "Escola de Aprendizes da CP", nesta sexta-feira, Henrique Leal grava para um programa da RTP2.
O programa televisivo incide sobre a história dos 150 anos do caminho de ferro, em Portugal.

As gravações terão lugar na sede do Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento.

quarta-feira, julho 12, 2006

CÂMARA DE TORRES NOVAS ANDA AO MESMO:

DINHEIRO


... AS ASSOCIAÇÕES E OS CLUBES QUE PAGUEM !

Encontra-se em apreciação pública o projecto de regulamento da Alcaidaria do Castelo, local de reuniões e encontros muito utilizado pelos clubes e associações de Torres Novas. Também se encontra em análise a respectiva tabela de taxas.
A proposta apresentada é bem elucidativa da política de cultura e educação, e do entendimento sobre participação cívica, que tem o executivo camarário torrejano, presidido pelo Partido Socialista.
Face à situação financeira calamitosa (lá como cá...), pretende agora a Câmara resolvê-la à custa dos munícipes, com o aumento brutal de várias taxas, sobre vários serviços. Entre estes estão os serviços prestados na Alcaidaria do Castelo.

CÂMARA PROPÕE AUMENTOS BRUTAIS
Propõe a C. M. que as iniciativas das escolas e colectividades fora do horário normal de funcionamento, (horário normal dias úteis 9 ás 17horas) passem a pagar 30 euros mais IVA, mais encargos com pessoal decorrentes da abertura, fecho e vigilância das instalações, contra os actuais 9.98 euros.
Só o valor fixo são mais de 300% de aumento.

Propõe a C. M. de Torres Novas que bailes, festas da iniciativa das escolas e colectividades, sem utilizarem a cozinha, paguem 100 euros, mais IVA, mais encargos com pessoal, decorrentes da abertura, fecho, e vigilância, contra os actuais 9,98 euros. Só o valor fixo tem um aumento de 1000%.

Propõe a C. M. para uma situação idêntica à anterior, mas com utilização de cozinha, 200 euros, mais os outros encargos já referidos. Só os encargos fixos têm um aumento de 2000%.

Propõe ainda a C. M. que a utilização daquele espaço por entidades várias sem fins lucrativos, para reuniões, seminários, convívios, tenham um custo de 30 euros/hora, sem utilização de cozinha e com utilização de cozinha 45 euros/hora, contra os actuais 25 euros independentemente do tempo de utilização.

AUMENTOS DIFICULTAM A VIDA ASSOCIATIVA
Com esta política expressa nestas taxas a Câmara Municipal de Torres Novas diz bem que política de cultura e educação prossegue, se alguém tivesse dúvidas elas ficariam esclarecidas.
Ao invés de promover a utilização dos poucos espaços existentes e isso significa entre outras medidas a cobrança de taxas comportáveis pelas várias instituições, a Câmara Municipal prefere a todo o custo e de todas as formas, tentar resolver a dívida enorme que tem.
Para o BE o que a C. M. está a fazer é a impedir o acesso das pessoas e das instituições à Alcaidaria do Castelo.

Todas as políticas da Câmara Municipal de Torres Novas se submetem à política orçamental.
Onde é que nós já vimos isto?

Basta lembrar-nos que, este ano, no Entroncamento, pela primeira vez, os clubes e associações tiveram de pagar o aluguer das tasquinhas nas Festas da Cidade.

O Bloco de Esquerda de Torres Novas emitiu um comunicado a condenar esta orientação. Aí, o Bloco apela aos e às munícipes que se pronunciem neste período de apreciação pública, contra esta política que impede a participação cívica dos cidadãos e cidadãs.